“Apollo 18” aposta na ambiência de suspense e terror para angariar público

Para aqueles que desejam o entretenimento corriqueiro de cenas gravadas com câmera na mão, Apollo 18 é um longa com o qual poderão passar o tempo. Uma proposta bastante conhecida: aspecto de produção amadora, história aterrorizante e o objetivo de deixar dúvidas na mente dos espectadores.
Com a promessa de mostrar tudo sobre expedições lunares que o mundo nunca conheceu, e aparentemente precisava descobrir, Apollo 18 usa de truques já conhecidos, personalizando-os para um novo propósito, soando criativo e bem elaborado. O visual do filme simula de forma convincente o método utilizado pelos pesquisadores e viajantes espaciais para documentar tudo aquilo que é encontrado em solo lunar, o que prende a atenção do público.
Sem nomes de peso no elenco ou na direção, não podemos rotular esta produção como “promissora” ou “inovadora”, mesmo sabendo que sua proposta inicial tinha tudo para receber ambos os elogios. Embora esteja cheio de imagens impressionantes e cenas que fazem os espectadores se encolherem na poltrona do cinema, o longa não passa de uma série de tentativas falhas de plantar e enraizar um medo que nem sequer consegue durar até minutos após a sessão.
Esta tentativa de documentário lunar fracassa devido ao comportamento nada convincentes dos personagens, e suas reações sem cabimento às situações que a eles se impõem. Embora não possamos contestar o quão absurdas são as circunstâncias mostradas no filme, - justamente por sermos civis leigos em assuntos espaciais - não há nada que possa nos convencer de que, após tantas expedições à lua, apenas uma tenha sido tão catastrófica, sendo a primeira onde todos os terrores do nosso satélite enfim tomariam forma e atacariam os pesquisadores para lá enviados.
Não há no longa uma conexão sequer com acontecimentos reais que pudesse ‘regar a semente da dúvida’ em nossos raciocínios em relação à possível veracidade dos fatos apresentados. No final, é exatamente o contrário que acontece: você se convence que nada daquilo era verdade, e que ninguém que saiba realmente o que aconteceu nas expedições lunares seria, ou um dia será, totalmente honesto ao falar a respeito.
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