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03/08/2011 - 20h13 - Atualizado em 23/05/2012 - 17h14

A América tem seu Capitão

Por Rodrigo Tolotti, aluno do 2º ano de Jornalismo

Nova superprodução da Marvel acerta ao contar a origem do mais patriota dos heróis

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Reprodução

O jovem Steve Rogers (de capacete azul) no
exército americano, em sua primeira aventura

No início dos anos 40, os Estados Unidos entraram na Segunda Guerra Mundial – e nessa mesma época foi criado o Capitão América. As primeiras histórias o mostravam como um garoto fraco e asmático, que, depois de tomar o soro do “supersoldado”, se tornou um herói forte e mudou o rumo do conflito a favor daquele país.

O personagem foi usado, de certo modo, para mostrar ao povo americano e ao mundo quem eram os Estados Unidos, como eles eram fortes e que podiam vencer a guerra. Prova disso é que, logo na capa da primeira edição, o Capitão aparece dando um soco na cara de Hitler.

Em 1990, foi lançado um filme do super-herói, mas a renda baixa, além do péssimo roteiro, fizeram com que a produção fosse um fracasso. Em cartaz no Brasil desde a semana passada, Capitão América – O Primeiro Vingador, última produção da Marvel Studios, reverteu o fiasco da produção anterior. O novo longa é um filme digno do herói dos quadrinhos, sendo considerado por muitos críticos o melhor do estúdio desde Homem de Ferro.

Chris Evans, o Tocha Humana nos dois Quarteto Fantástico, protagoniza o filme numa ótima atuação – como Steve Rogers (alter ego do Capitão), um jovem fraco e sem forças para participar do treinamento do exército, na primeira parte e na pele do “supersoldado” na segunda parte da película.

O filme traz diversas referências aos quadrinhos. Dentre elas, uma alusão à capa da primeira edição e o primeiro escudo usado pelo herói, bem como a presença do pai de Tony Stark (o Homem de Ferro). Quem esperar até o fim dos créditos terá uma ótima surpresa, assim como em todos os outros filmes dos heróis Marvel.

A origem da história é muito bem contada para quem não conhece os quadrinhos, e os elementos narrativos são bem dosados - sejam as lutas e explosões, sejam as conversas e a transição do garoto fraco para um dos maiores heróis dos quadrinhos.  Tudo sem exagerar no patriotismo americano.

Além disso, os elementos míticos aparecem sem exageros, ajudando a preparar o terreno para o lançamento do filme-evento Os Vingadores (união dos super-heróis Capitão América, Homem de Ferro, Thor e Gavião Arqueiro), em 2012. Ótima diversão para os leigos e para os fãs.



Comentários Comentários Postados
Helena[08/08/2011 - 16:33]

Sem exagerar no patriotismo americano? Discordo! Achei o filme não apenas fraco (odeio filmes que tratam a platéia como se fosse idiota), mas também ideologicamente perigoso. Quase uma lavagem cerebral para jovens americaninhos. E não me venham com "ah, mas dá um desconto, é filme de super-herói". Depois do Homem de Ferro e Batman Begins, pra mim "filme de super herói" é um filme como outro qualquer e eu exijo, sim, roteiro, atuação e verossimilhança. Enfim, falei, falei, mas vou acabar assistindo os Vingadores...

Helena[08/08/2011 - 16:34]

PS: Quem raios é Gavião Arqueiro?! Da onde eles desenterram essas pessoas?!

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