Ouça os audiocasts preparados pelos estudantes de Jornalismo das turmas coordenadas pela professora Magaly Prado
No dia 8 de junho, a radiojornalista Marilu Cabañas conversou com os alunos de Jornalismo do período matutino da Faculdade Cásper Líbero. Em um bate-papo descontraído, ela contou algumas histórias marcantes de sua carreira.
Formada em Jornalismo pela Unisantos, Marilu construiu a sua carreira majoritariamente na área de rádio. Entre os veículos pelos quais passou, está a emissora de rádio Bandeirantes, veículo pelo qual realizou reportagens que receberam os prêmios Vladimir Herzog. Posteriormente, ela passou pela Rádio Cultura, onde permaneceu por mais de 15 anos e, no momento, realiza reportagens especiais para a Rede Brasil Atual. Em conversa com os alunos, a radialista contou detalhes de sua carreira, do começo aos dias de hoje. Para conferir na íntegra, ouça o audiocast produzido pelos alunos sobre o início de sua trajetória profissional.
Marilu começou a trabalhar como radialista na Rádio Guarujá Paulista, quando ainda não era formada em Jornalismo. Tentou primeiro o vestibular para Economia, pois ninguém recomendava a carreira de jornalista, mesmo não sendo o que ela realmente queria. Ela lembrou o quanto comemorou por ter sido reprovada: “Eu era a única que estava feliz porque não tinha passado”. Em meio a muitas histórias interessantes, Marilu também apontou momentos de decepção. Como em sua estreia – um tanto frustrante – no extinto programa Aqui e Agora, do SBT. “Era um jornal bem sensacionalista. Eu fiquei assustadíssima”, disse.
A radialista também ganhou vários prêmios. Sua primeira reportagem premiada foi uma abordagem social sobre as condições da rede pública de saúde, que recebeu o Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, em 1987. Os bastidores da produção dessa matéria podem ser ouvidos no audiocast feito pelos alunos.
Marilu Cabañas também recebeu outros prêmios, como o Líbero Badaró de Jornalismo, Unicef, Grande Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo, entre outros. Sobre as matérias de cunho social, ela afirmou: “Eu estou sendo eu, verdadeiramente, quando estou fazendo essas matérias. Tem que fazer [reportagens desse tipo], porque o povo está sofrendo demais em todas as esferas”. Ao ser questionada sobre a produção de documentários especiais para o rádio, ela respondeu que é preciso de tempo para fazer um material de qualidade. Ouça no audiocast que pode ser acessado abaixo as respostas na íntegra.
Com entusiasmo e disposição em contar a sua experiência, Marilu Cabañas trouxe aos alunos um pouco da rotina da produção de reportagens no rádio. Uma oportunidade de conferir se o jornalismo ensinado na sala de aula é o mesmo feito na prática.
Veja mais imagens do evento na página do Site de Jornalismo no Facebook
Ouça os seis blocos da entrevista com os alunos:
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