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17/06/2011 - 19h11 - Atualizado em 22/05/2012 - 08h56

A linguagem artística das ruas é discutida no Seminário “Imagens da Arte, Imagens Cinematográficas”

Gustavo Nárlir, editor do site

Tema foi abordado pelo mestrando José Geraldo de Oliveira, que fotografou vários cantos da cidade ilustrados por grafite e pichação

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Pedro Brum
Um vídeo produzido por José Geraldo durante o
Mestrado impulsionou a pesquisa sobre a arte de rua

Nos muros, postes e painéis, a arte urbana se faz presente, com elementos que identificam pensamentos, ideologias ou apenas um retrato dos “artistas de rua”.  Entre as diversas manifestações, há dois tipos principais de arte que definem aquilo que é representado: o grafite e a pichação. O principal aspecto que os diferencia é a legalidade da produção artística. Enquanto a primeira prática é permitida após consentimento e autorização, a segunda é considerada crime.

“Na paisagem urbana, a intervenção cria uma simbiose de signos reinterpretáveis”, define José Geraldo de Oliveira, que teve como base a arte das ruas para a sua tese de mestrado. Para apresentar o seu estudo, o pesquisador produziu um vídeo com uma trilha sonora urbana e imagens do grafite e da pichação na capital paulista. No processo de decupagem das imagens, Oliveira teve como base aspectos como a modularidade, a “ocupação transgressora e obscena” e a estratégia de visibilidade. Ele acredita que a inserção desses elementos “na paisagem urbana se transforma em práticas sociais comunicativas”.

José Geraldo Oliveira ainda teve um contato com os artistas, como o grafiteiro Zezão, que escolhe sempre lugares pouco explorados, como banheiros e locais escondidos. “Seus alvos preferidos contradizem o princípio do grafite, que é da visibilidade da imagem criada”, conta o mestrando. Diante desse elemento, o pesquisador procurou conhecer o artista e identificar as tendências que ele seguiu na sua expressão.

Conforme a discussão proposta por ele, esse tipo de atividade “está tendo a função de falar com os moradores das cidades”, que, muitas vezes, não têm um “olhar atento”. Por isso, ele comenta quão interessante pode ser a tarefa de “perceber a cidade”, pois algo que não é visto no cotidiano pode trazer muitas informações e elementos importantes que podem ser explorados. Talvez seja na chamada “grafitecidade” que a arte seja melhor representada, por ser uma tentativa de traduzir os anseios da rotina dos habitantes da maior cidade do país.



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