Marvel faz filme sobre o Deus do Trovão e prepara terreno para filme dos Vingadores
Depois de Hulk e Homem de Ferro, chegou a vez de Thor ganhar sua versão para o cinema. A Marvel Studios prepara para 2012 o filme dos Vingadores (união desses super-heróis com o Capitão América). Mas antes disso, no dia 29 de julho deste ano, irá lançar a aventura exclusiva do Capitão América, que ainda ganha o subtítulo de O primeiro vingador.
Thor marca uma mudança na linha seguida pelos atuais filmes do gênero, cujas histórias tentam mostrar certo realismo. Desta vez, a Marvel insere um viés mitológico na narrativa, tentando acrescentar para os espectadores os conceitos usados em suas histórias em quadrinhos.
O longa mostra como os guerreiros de Asgard - seres imortais de outra dimensão - salvaram a Terra dos Gigantes do Gelo e, com isso, foram confundidos com deuses, dando início ao que chamamos de mitologia nórdica.
Odin (Anthony Hopkins) já está velho e se prepara para ser substituído no trono de Asgard. Thor (Chris Hemsworth), seu filho guerreiro, egoísta e tolo, está para ser coroado, quando um incidente o leva a uma nova guerra contra os Gigantes.
O pai, então, bane o filho de suas terras e o manda para o exílio na Terra, sem seus poderes. Lá, ele terá de aprender a ser menos egoísta para poder ter a chance de voltar para casa.
O ponto forte do filme fica por conta das cenas em Asgard, construída de maneira impressionante com grandes efeitos, ótimos figurinos, e representações grandiosas. Os personagens Odin e Loki (Tom Hiddleston), irmão de Thor, são representados de maneira notável, dando um toque shakespeariano à trama ao trazerem conflitos para dentro da família. Além disso, as grandes cenas de batalha são bem feitas: um prato cheio para os fãs de ação.
A trama, no entanto, perde sua força quando Thor é mandado para a Terra. O diretor tenta inserir cenas cômicas nas aventuras do guerreiro em terras desconhecidas, mas falha. Essa parte do enredo parece atender à necessidade de se colocar no filme elementos mais reais ou de trazer a história para o público que, talvez, pouco entenda de histórias em quadrinhos. Esse detalhe acaba enfraquecendo o longa.
A representação do universo de Thor merece elogios, bem como as roupas das personagens e os elementos das histórias adaptadas dos gibis. Porém, no fim, parece que a produção se propõe mais a preparar o público para o filme dos Vingadores do que realmente narrar as aventuras do Deus do Trovão. Algumas dicas são colocadas no meio do longa, e quem conhece o universo Marvel as percebe facilmente. Ademais, a cena pós-créditos praticamente mostra o que será a possível trama dos Vingadores. Agora resta esperar pelo Capitão América, antes de vermos todos esses heróis reunidos nos cinemas.
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