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20/04/2011 - 10h38 - Atualizado em 20/05/2012 - 14h34

Prorrogada a mostra fotográfica de Thomaz Farkas, no Instituto Moreira Salles

Por Bianca Chaer, aluna do 2º ano de Jornalismo

Mostra “Uma Antologia Pessoal” reúne mais de 40 anos da produção fotográfica de Farkas

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Reprodução
As fotografias de Farkas apresentaram uma nova
visão na linguagem da arte fotográfica do Brasil

Para homenagear o grande fotógrafo Thomaz Farkas, morto no dia 25 de março, aos 86 anos, o Instituto Moreira Salles optou por manter em cartaz a exposição Thomaz Farkas: Uma Antologia Poética até o dia 1º de maio. A mostra adentra ao universo do artista, e trata de resumir a sua essência em cerca de 100 imagens - muitas delas, inéditas. A seleção foi feita pelo próprio fotógrafo, juntamente com o curador do Instituto, Sergio Burgi, e os filhos de Farkas, João e Kiko.

Sobre a escolha das fotos, Burgi afirma ser resultado de um olhar do próprio autor sobre a sua obra. “Fizemos uma releitura da trajetória dele, com o intuito de permitir ao próprio artista rever sua produção - que ele há muitos anos não olhava”. Sendo assim, o curador acredita que a mostra é uma síntese equilibrada do trabalho de Farkas.

A exposição apresenta fotografias da série de Farkas sobre o Rio de Janeiro, o Pacaembu, o Balé Yara e a construção e inauguração de Brasília. A mostra também traz imagens da época em que cursava engenharia na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP). Neste período realizava experimentações com os seus colegas de turma, compondo fotografias surrealistas. “Chega a ser estranho, mas é brilhante!” comentou Ana Paula Gentil, aluna de fotografia, sobre a imagem, que mostra uma perna esquerda e quatro cabeças alinhadas. “É muito importante experimentar, criar coisas novas, como fez Farkas”, diz.

Thomaz Farkas nasceu em Budapeste e veio para São Paulo com 6 anos, onde seu pai fundou a Fotoptica, uma das primeiras lojas de equipamento fotográfico no Brasil. Começou a fotografar quando tinha apenas 8 anos. Associou-se ao Foto Cine Club Bandeirantes (FCCB) em 1942, e ali atuou durante longo tempo. Nesta época, juntamente com os paulistas do foto-clube, buscava uma estética nova. “Eles romperam com a fotografia pictórica, e realizaram uma revitalização da linguagem fotográfica, em moldes semelhantes à fotografia europeia” conta Sergio Burgi.

Por estas características, que transformam o objeto fotografado, o trabalho de Farkas chamou atenção e tornou-se icônico, importantíssimo para a nova fotografia brasileira. “O modo com que ele utiliza o preto e branco, uma escala de cinzas para criar relevo, textura e esse tipo de impressão em suas imagens, as figuras que ganham dimensão, mesmo quando não são retratadas por inteiro, num plano mais aberto, mas em pedaços, focando nos detalhes, são os aspectos que diferenciam Farkas dos demais fotógrafos”, aponta Ana Paula.

Thomaz Farkas: Uma Antologia Pessoal

Até 1º de maio de 2011
Horário de visitação: de terça à sexta-feira, das 13h às 19h
Sábados e domingos, das 13h às 18h

Instituto Moreira Salles - São Paulo

Rua Piauí, nº 844, 1° andar, Higienópolis.
Informações (11) 3825-2560



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