Franquia “Pânico” volta aos cinemas para satirizar remakes de filmes de terror
Já se passaram quinze anos desde que Pânico estreou nos cinemas, e revolucionou os gêneros terror e slasher (com psicopatas que promovem uma série de mortes). Com a A Hora do Pesadelo, o diretor Wes Craven já havia se tornado um marco na história dos filmes de terror, porém com Pânico e suas sequências isso perdura. O quarto longa continua com doses de terror, mas com um senso de paródia, desconstrução e auto-ironia, o que já o torna um clássico.
Em ostracismo desde Pânico 3, lançado em 2000, esse intervalo de mais de uma década abriu espaço para uma dúvida: será que a parte 4 obteria êxito mesmo depois de tanto tempo?
A resposta é afirmativa, pois o lançamento foi preciso, afinal, a franquia existe em resposta às tendências do terror na época. O primeiro desconstruía os filmes do gênero; o segundo, a necessidade de se ter sequências; o terceiro, as trilogias. E, agora, o quarto filme desconstrói a moda dos remakes de obras de terror antigas que têm sido lançadas recentemente.
A história é a mesma: a sobrevivente dos três longas anteriores, Sidney Presscot (Neve Campbell), volta para a cidade onde ocorreu o massacre do primeiro filme, tendo finalmente superado o seu trauma. Porém um novo assassino aparece usando a icônica máscara do Ghostface, tentando reproduzir os eventos de outrora, focando-se mais na geração atual de adolescentes do que nos sobreviventes dos filmes anteriores.
Se por um lado é um mais do mesmo, e pela quarta vez somos apresentados a várias personagens, somente para ver boa parte sendo esfaqueada, por outro é divertido traçar paralelos entre o novo elenco e o original. Em Pânico 4 as vítimas são carismáticas, o que é raro de se encontrar em filmes do gênero.
O longa foi feito para os fãs da franquia, afinal é basicamente uma repetição de tudo o que já foi realizado anteriormente. E para os fanáticos, vai aí o marketing que o filme carrega com a frase: “Nova Década, Novas Regras”. Regras estas que não mudaram tanto assim; o que é bom, afinal a graça de Pânico 4 é justamente enxergar as semelhanças entre este e o primeiro filme, e ver que Wes Craven não perdeu a mão depois de uma década.
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