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18/03/2011 - 16h56 - Atualizado em 21/05/2012 - 16h07

Jornalista Bernardo Kucinski ministra aula magna na Faculdade Cásper Líbero

Ítalo Fassin, 2º ano de Jornalismo

A palestra girou em torno da atuação da internet como meio de mobilização política

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Pedro Brum
Bernardo Kucinski e Igor Fuser, coordenador do curso de Jornalismo

No dia 16 de março, Bernardo Kucinski esteve presente na Faculdade Cásper Líbero para uma palestra que teve como tema principal a participação da internet na mobilização social e política. O jornalista citou exemplos atuais como as manifestações nos países do Oriente Médio e da África, além de ter destacado as divergências entre as velhas e as novas mídias.

Para Kucinski, as novas mídias têm poder de articulação e mobilização social. Sua afirmação foi exemplificada ao citar os acontecimentos recentes envolvendo a renúncia do ditador Hosni Mubarak. “Os meios para se combater a força governamental durante a resistência dos egípcios foram divulgados pelo Facebook e Twitter. A mobilidade dos celulares e contatos por e-mail também ajudaram nesse processo”, afirmou o jornalista. Somados a esses fatores, o vazamento de informações provocado pelo Wikileaks foi mais um contribuinte para a propagação do ideal revolucionário.

Entretanto, mesmo com o poder de articulação das massas, se não houver um segmento da população capaz de prospectar as mudanças para o futuro, haverá um refluxo do movimento e as mortes nas praças de combate terão sido em vão. Como foi lembrado por Kucinski, “este é o caso da Tunísia, onde o governo caiu, mas o sistema autoritário ainda persevera.”

Mas há uma exceção atual em que a internet não pôde colaborar com o jornalismo. Kucinski frisou que a cobertura dos terremotos e do tsunami no Japão está sendo feita estritamente pela rede de TV japonesa NHK. Com o fenômeno natural, foram alteradas as condições normais de trabalho e, até agora, todo o acompanhamento do desastre depende unicamente desta empresa. “O papel das novas mídias, neste caso, é mínimo e o que vemos é uma cobertura sensacionalista, com repetição de cenas que levam à exaustão”, reiterou o jornalista.

Mesmo assim, o papel das novas mídias cada vez mais se prova como transformador da população e protagonista dos eventos, na medida em que relata as condições sociais no veículo de maior interatividade. Kucinski esclarece que “o ambiente virtual também desmascara movimentos políticos artificiais, notifica com grande velocidade e se diferencia das mídias velhas não pelo aspecto tecnológico, mas pelo aspecto socioeconômico.”

Ao fim da aula magna, foi aberto espaço para perguntas dos alunos e professores. Das respostas de Bernardo Kucinski, podemos extrair que o ápice da grande mídia foi no passado: o jornal impresso já chega velho nas residências, a televisão perdeu a capacidade de mobilização com a concorrência da internet e é um meio menos viável financeiramente. Hoje, as velhas mídias utilizam vídeos gravados por celulares e outros materiais produzidos e enviados pelo público, ou seja, ela se apropria de recursos das novas mídias.

Audiocasts

Alunos do 3º ano de Jornalismo fizeram audiocasts com o jornalista Bernardo Kucinsky. A iniciativa foi idéia da professora Magaly Prado, que ministra a disciplina de Radiojornalismo para o mesmo ano.

Ouça dois dos trabalhos feitos:


Podcast

Primeiro audiocast Bernardo Kucinsky - por Mayara Moraes e Gustavo Narlir

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Segundo audiocast Bernardo Kucinsky - por Larissa Rosa, Liz Terra e Júlia Tibério

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Comentários Comentários Postados
jose gilmar queiroz[06/07/2011 - 16:40]

Muito bom...

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