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04/03/2011 - 17h05 - Atualizado em 23/05/2012 - 02h08

Esperanza revelada para o mundo

Por Vivian Costa, aluna do 2º ano de Jornalismo

Depois de desbancar Justin Bieber no Grammy, a cantora e contrabaixista vem mostrar a força do novo jazz ao Rock in Rio

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Johann Sauty
Com apenas 26 anos, Esperanza Spalding possui
sólida formação musical e três álbuns já lançados

Não foi o poderio vocal, nem o talento precoce para a música e tampouco seu notável cabelo que fizeram Esperanza Spalding ser assunto no mundo inteiro. Pouco depois da divulgação da ganhadora do prêmio artista revelação no Grammy 2011, adolescentes dos quatro cantos do mundo bradaram nas redes sociais: “Quem é Esperanza Spalding?”. O que as seguidoras de Justin Bieber não imaginam é que, apesar de jovem e pouco conhecida, a jazzista de 26 anos tem uma relação antiga com a música.

As primeiras notas musicais mudaram a vida de uma garotinha de quatro anos que não se sentia confortável no ensino regular, mas teve a capacidade de aprender a tocar violino em apenas um ano e calcar um lugar na Chamber Music Society de Oregon (EUA), estado onde nasceu.

Dez anos de formação erudita lapidaram seu talento nato e, aos 15 anos, Esperanza estava pronta para expandir seus horizontes criativos, mergulhando na música popular. A descoberta do baixo e as aventuras por ritmos como blues, hip hop e jazz fizeram com que ela passasse a se dedicar integralmente à música, estudando na Universidade de Portland e, posteriormente, na aclamada Berklee College of Music. Seu talento e dedicação fizeram com que ela se tornasse uma das mais jovens professoras da instituição.

Todos esses feitos são bastante impressionantes, porém nenhum deles renderia um Grammy.  Seu talento pôde ser comprovado nos três CDs já lançados: Junjo (2005), Esperanza (2008) e Chamber Music Society (2010) - álbuns que têm o jazz como base, mas abusam das influências latino-americanas.

Esperanza Spalding canta em inglês, espanhol e português - ela não esconde uma profunda admiração pela música brasileira, gravando faixas clássicas como Inútil Paisagem (de Tom Jobim), Samba em Prelúdio (Vinícius de Moraes e Baden Powell). Além desses grandes compositores, a jazzista tem como ídolo o mineiro Milton Nascimento, que depois de gravar uma das faixas de Chamber Music Society, prepara-se para subir com ela no palco Sunset do Rock in Rio no dia 24 de setembro deste ano.

Com todo o seu charme e técnica ao tocar, Esperanza voltará aos palcos brasileiros depois de um show vibrante em 2008, no Tim Festival. O som vibrante deve conquistar a plateia brasileira, que tem tudo para estar mais familiarizada com a moça depois de tanta repercussão na grande mídia.



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