Palestrante discorre sobre o jornalismo online e como a rede influencia a economia mundial
Após a inflamada declaração feita pela deputada Manuela D’Ávila, Luis Nassif preferiu iniciar sua exposição assumindo não ser militante. Dessa forma, o palestrante deu seu parecer sobre a internet do ponto de vista econômico e jornalístico, argumentando porque, por exemplo, a revista Veja não libera sua versão online antes da impressa. “É um argumento de venda”, justificou.
Assim como dito anteriormente, Nassif concorda que a grande mídia continua pautando a discussão no processo de crescimento da blogosfera, mas o jornalista não vê isso como problema. “De três anos para cá, a auto-estima brasileira vem se recuperando. Antes, os palestrantes só sabiam falar mal do país. É preciso criar um modelo de amarrar o Brasil para defender os próprios interesses”, afirmou. Para Nassif, a internet vem enriquecendo a cultura nacional, recuperando gerações de artistas de forma surpreendente. “Isso acontece porque a rede quebrou barreiras que marcavam o complexo da indústria fonográfica, da editoria de cultura. Acabou o monopólio de informação do jornal.”
De qualquer forma, o jornalista aponta que é necessário duvidar da internet. “Tem que haver um apuro das informações, frente a toda essa estrutura da blogosfera. Notícias falsas em blogs têm que ser denunciadas e o anonimato acaba favorecendo as ações criminosas”, insistiu. Para Nassif, entrar com uma ação contra um blogueiro acaba fazendo com que o mesmo acabe se afogando financeiramente, já que “a justiça não é uma ferramenta de se fazer justiça, mas de criar despesas”.
O jornalista também levantou a questão dos direitos autorais, interpretando a patente como, durante um tempo, um estímulo à produção das grandes corporações. “A militância na rede deu um novo fôlego à indústria e ela será um grande ator político durante os próximos anos”, comentou Nassif.
O debate foi finalizado com perguntas feitas pelos presentes e por aqueles que assistiram ao evento pela internet.
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