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15/02/2011 - 15h07 - Atualizado em 20/05/2012 - 00h47

Segundo dia de Social Media Week

Francini Vergari, 2º ano de jornalismo

Trolls, empresas e vida social fizeram parte das pautas da terça-feira 8

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Abrindo a primeira mesa da terça, Renata Lemos (Think Tank), Diego Remus (Startupi/SMWSP) e Mayra França (Follow Digital) discutiram o tema Mídias Sociais somos Nós, Pessoas. Os participantes falaram sobre como o online afasta as pessoas do offline.

Segundo eles, quando alguém gera conteúdo continuamente na rede, mas não faz isso na sua própria vida real, esta pessoa não vive. “Todo mundo é um meio de comunicação e o conteúdo é a coisa mais importante que você tem.”, concluiu Renata.

Empresas nas redes

Maria Beatriz Gonçalves
Representantes da agência ClickIsobar


Juliana Constantino e Rosana Fortes, da Agência ClickIsobar, destacaram no debate Mídias Sociais em Giro pelo Mundo as inovações nas campanhas em mídias sociais.

A dupla abordou a questão dos motivos que levam os usuários a distribuir  “likes” para as empresas e também o uso dessas redes para serviços, utilidade pública e comércio. Mesmo assim, Juliana e Rosana deixaram claro que é muito simplório resumir a ação de uma empresa nas mídias sociais apenas em likes, retweets e membros de uma comunidade.

Transparência

Maria Beatriz Gonçalves
Com mediação de Rafael Sbarai, os participantes
discutiram como as redes sociais podem educar

Em Valores da Web – Já quebramos os Paradigmas de Mudança?, Pablo Handl (Hub), Alexandre Ottoni e Deive Pazos (Jovem Nerd) discutiram a transparência, a colaboração, a liberdade total e também a educação por meio das redes sociais. Com moderação de Rafael Sbarai (VEJA ON_LINE), o debate concluiu que as escolas deveriam usar a conversa em vez do modelo “professor fala, aluno escuta”.

Velhas e novas mídias

Um olhar crítico e questionador sobre as mídias sociais, a partir da pesquisa feita pela JWTBrasil foi a mesa conduzida por Cris Dias, Ken Fujioka e Patrice Lamiral. Nesta discussão, os três pesquisadores apresentaram as diferenças entre as mídias sociais e as tradicionais. 

Os participantes definiram como mídias tradicionais todo e qualquer veículo minimamente organizado em estrutura de redação, que seleciona e promove alguns assuntos. Enquanto isso, as mídias sociais definiriam como qualquer conteúdo pode ser gerado pelo consumidor, sem ter uma estrutura clara que amplificque assuntos relevantes. Como destaque, o trio ressaltou como expressões tais qual “deu na Globo” e “deu no New York Times” ainda têm grande peso para as pessoas.

Trolls de internet

Maria Beatriz Gonçalves
Por conferência em Skype, Izzy Nobre dialogou com
os outros debatedores a respeito de trolls

Nando Pax (NerdsKamikaze), Izzy Nobre (HBdia) e Vinicius Kmax (hacker) foram convidados a conduzir a mesa Don’t feed the Trolls (or Do It). O trio começou o diálogo tentando definir teoricamente o que seria um troll e concluíram que seria "aquele que cria uma identidade falsa para ter mais liberdade de expressão, que tem como objetivo tirar você do sério, desejando que você responda com raiva". Para Izzy, que participou do evento via Skype, “por mais que você pense estar ‘ownando’ [superando] o troll, você não está”. Com isso, a recomendação é ignorar.

Relações empresariais

Canal Direto: Empresa x Consumidores recebeu o diretor de marketing da Fiat, João Ciaco, para discorrer sobre como pode haver uma conversa sem filtro entre empresa e consumidores.

Ciaco falou da tentativa da Fiat em promover uma “entrevista coletiva” pelo Formspring. A idéia era que os clientes fizessem perguntas, como os jornalistas. No entanto, o empresário traçou uma ressalva de que “ouvir o consumidor é possível, conversar é outra história”.

Internacional

Maria Beatriz Gonçalves
A mesa contou com a presença de B. Bonin Bough,
da PepsiCo

B. Bonin Bough, diretor global da área digital e de mídias sociais da PepsiCo, em Um olho no globo, outro na twittada, trouxe o seu olhar sobre o que está acontecendo mundo afora. 

O convidado ou para o excesso de informação, mencionando a dominação da mente pelo Google e sobre como as crianças estão crescendo com isso. Para finalizar, Bough disse: “Não deixe que o perfeito seja o inimigo do bom."

Encerramento

Depois de mais uma série de palestras e debates, o Social Media Week encerrou seu segundo dia com um show com o grupo What We Know So Far. Além desta atração, o Meme Factory, que pode ser considerado um conjunto teatral ou até mesmo um stand-up, levou ao público do evento um cenário divertido do universo digital.

Formado em 2009, o Meme Factory tem como parte de seus integrantes Patrick Davison, Mike Rugnetta e Stephen Bruckert. Eles prepararam uma apresentação exclusiva sobre memes (conteúdos online distribuídos em quantidade significativa pela internet), virais, mídias sociais e como interpretam esses fenômenos todos.



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