Saiba o que aconteceu na segunda-feira, dia 7 de janeiro
Empowerd or Not? foi o debate que abriu o Social Media Week SP 2011. A mesa tratou sobre o poder dos indivíduos e do coletivo a partir da explosão das mídias sociais. A conversa, moderada por Helder Araújo (Busk/TEDxSP) contou com a participação do professor Caio Túlio Costa (MVLcom), Fábio Kadow (Jogo de Negócios) e a dupla Bruno Natal e Tiago Lins (Queremos).
Caio Túlio deixou claro que o que leva as pessoas a procurarem uma rede social não é só sexo e problema, mas o fato de juntar os indivíduos social e fisicamente. Citou como exemplo o abaixo-assinado online. “A rede deu a cada um de nós o poder de mídia. Se vai dar audiência, é um problema secundário.” Já Kadow fez comparações do uso das mídias sociais pelos clubes esportivos brasileiros e os internacionais. Defendeu que o esporte tem poder de aglutinação e que a ferramenta (Twitter) deve ser melhor utilizada.
Mídias sociais como papel social
A segunda mesa, O Social nas Mídias Sociais, foi moderada por Fernando Barreto (Webcitizen). Fizeram parte do debate Paulo Farine (Inst. Elos), Maurício Curi (Educartis) e Jorge Carcavallo Picho (REUNAMOS.com).
Curi fez uma crítica às pessoas que se relacionam com várias outras na internet, mas “não cumprimentam os vizinhos no elevador”. Ele propôs a “educação informal”, que sai da hierarquia e deixa a informação circular. Picho, o polêmico argentino do debate, causou euforia quando mencionou a “ciberfraternidade” e a regra do ouro: trate os outros como queria ser tratado.
Trending Topics
A Trend-Topicalização da Internet, foi o terceiro debate da segunda-feira. A discussão tratou sobre os assuntos que têm ou não relevância e os truques para proporcionar um Trending Topic (TT). Para essa conversa, estavam presentes Rogério Bonfim (Virtualnet), Pedro Ivo (Riot), Marco Gomes (boo-box) e Gustavo Jreige (Pólvora!), que ficou responsável pela moderação da mesa.
Gomes contou que freqüência, relevância, quantidade de retweets e muitos tweets ao mesmo tempo levam um assunto para os Trending-Topics, mas ressaltou que estes não são um retrato da opinião pública - e sim de grupos e horários específicos. “Existem outros meios de seleção de conteúdo”, acrescentou Jreige.
A respeito da venda de um TT, que pode chegar a custar 50 mil dólares, Bonfim mostrou acreditar que seria desnecessário comprá-lo no caso de um evento que certamente terá repercussão. Para fechar, Pedro Ivo disse que os Trending Topics dão resultado, mas precisam ter um objetivo - que nem sempre é atingido.
O brasileiro e as mídias sociais
Tim Lucas (TWRAmericas), Claudia Tavares (SenadoFederal), Maurício Moreira (TV1.com), Fábio Ribeiro (Band Outernet) e Rosana Hermann (QueridoLeitor/R7) conversaram sobre As Mídias Sociais e o Brasileiro. Além do assunto pautado no título, foram discutidos também os novos conteúdos, o conhecimento, a informação e a cidadania brasileira.
Lucas, que é antropólogo, observou que o brasileiro gosta de falar, por isso a interação nas redes é mais interessante aqui. Claudia afirmou que mais da metade dos senadores atuais estão “ativos” no Twitter e garantiu observar quanto tempo os barulhos feitos na rede social levam para virar notícia na imprensa tradicional.
Marcas nas redes
Para tratar da Gestão de Marcas em Tempos de Mídias Sociais estavam reunidos Beto Aloureiro (Tecnisa), Hugo Rodrigues (Publicis), Ricardo Guimarães (Thymus), Edmar Bulla (PepsiCo) e Marcelo Trípoli (iThink), com a moderação de Jackson Fullen (Sixpix).
Durante a conversa, foi perceptível um ponto em que todos os participantes concordavam: o importante é tratar bem o indivíduo. Aloureiro notou que, no Brasil, criou-se a cultura de usar as mídias sociais para xingar, quando, na verdade, tudo seria resolvido como se fosse conversado por outro meio. Trípoli disse que agora as pessoas estão mais atentas aos erros e as marcas devem cumprir o que prometem. Já Guimarães falou em gestão de processo, enquanto Bulla tratou da gestão de cultura.
Para fechar a última mesa do primeiro dia de SMW/SP, Rodrigues brincou: “A era digital é como sexo no colegial: muita gente fala, pouca gente faz e quem faz, faz mal feito.” Ao fim do debate, a banda Nevilton fez um pocket show para os participantes.
Comentários Postados
Gostei do assunto, principalmente por eu estar trabalhndo com marcas nas mídias sociais. Próximo encontro gostaria de participar. abs
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