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15/02/2011 - 17h15 - Atualizado em 22/05/2012 - 22h52

A arte de sujar os sapatos



Thiago Tanji
“Sempre busquei aquilo que quis, que é fazer jornalismo
esportivo”, diz o repórter da Rádio Globo, Henrique Guidi

TV Bandeirantes, Gazeta- Esportiva.Net, Rádio Jovem Pan, Editora Abril, TV Globo e Sistema Globo de Rádio. O currículo é extenso, mas a carreira de Henrique Guidi, formado em Jornalismo no ano de 2009, está só começando: “Meus amigos até brincavam comigo dizendo que era cigano, indo de um emprego para outro, mas sempre busquei o mais perto possível aquilo que sempre quis, que é fazer jornalismo esportivo”, conta.

Atualmente, Guidi é repórter esportivo das rádios Globo e CBN, participando de coberturas da Fórmula-1 e do dia a dia dos clubes de futebol paulistas. Apesar de trabalhar na transmissão ao vivo das partidas – o grande sonho daqueles que desejam fazer jornalismo esportivo –, ele revela que sua rotina não é nada fácil. “Quem quer fazer hard news tem de saber dos desafios. Já cheguei a trabalhar 14 horas em um domingo. Se cansa? Claro que cansa, mas é legal demais.”

Formado na mesma turma que Henrique Guidi, Theo Ruprecht também conquistou um emprego desejado por muitos jovens jornalistas. O profissional já passou pela GazetaEsportiva. Net e a Editora Abril até chegar à TV Globo, onde trabalhou por sete meses no Profissão Repórter, programa comandado por Caco Barcellos. “Eu estreei em uma reportagem sobre chuvas no Rio de Janeiro. Era para ser uma matéria rodada em São Paulo, e, de repente, caiu a chuva por lá. Fui para o Rio e fiquei com a roupa do corpo por três dias, só trocando de meias”, recorda. Para ele, essa foi uma das reportagens mais marcantes de sua vida: “Me orgulho de ter conseguido as histórias. Aquilo lá era uma tragédia. Encontramos uma mulher que teve de enterrar o marido e ela demorou três dias para conseguir. Isso mexeu muito comigo”, relata.

Em agosto de 2010, Ruprecht foi convidado para ser assistente editorial da revista Saúde, da Editora Abril, publicação na qual já havia trabalhado quando era estagiário. “Não sabia que conseguiria isso com 23 anos.”

Apesar do rápido sucesso profissional, os dois jornalistas pensam que não são exceções e que a maior parte dos recémformados pode conseguir o emprego desejado. “Acho que há bons lugares para todo mundo. O que você tem de fazer é se direcionar, isso é essencial. Desde a faculdade, se você trilhar e indicar o seu próprio caminho, você conquistará aquilo que quer”, afirma Guidi.



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