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22/12/2010 - 15h13 - Atualizado em 20/05/2012 - 21h10

Gogol Bordello e sua mistura cigana chegam ao Brasil

Por Gabriel Moraes, aluno do 1º ano de Jornalismo

O álbum "Trans-Continental Hustle" revela as influências da cultura brasileira na musicalidade da banda

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Reprodução
Capa de Trans-Continental Hustle, quinto álbum do
Gogol Bordello

Para os fãs mais antigos, que já conhecem o estilo da banda, o novo CD de Gogol Bordello causará a sensação de que faltam músicas com a criatividade característica do músico. A tradicional mistura de punk com música cigana do Gogol está mais forte do que nunca, porém faltam hits contagiantes em Trans-Continental Hustle, quinto CD da banda multiétnica formada em Nova Iorque e que tem como principal figura da banda o ucraniano Eugene Hütz.

A banda já havia mostrado o seu estilo único, em 2005, com Gypsy Punks: Underdog World Strike, mas o sucesso só veio, em 2007, com Super Taranta. Este último alcançou o topo das paradas americanas e foi eleito pela revista Rolling Stone como um dos 100 melhores daquele ano.

Em Super Taranta, o Gogol Bordello utilizou elementos da cultura e música italianas. Já no sucessor Trans-Continental Hustle, o destaque é o Brasil, país onde o vocalista Eugene morou por 2 anos e realizou vários shows com a banda.

O resultado é uma apropriação de elementos do frevo, como se pode perceber na canção Uma Menina, uma das melhores do álbum. In the Meantime in Pernambuco revela que a passagem de Eugene pelo País foi muito boa - nessa faixa, ele exalta a hospitalidade da população que “dissolve o medo” da violência.

Pala Tute repete o mesmo refrão várias vezes, fazendo com que o ouvinte se canse no meio da música. Já em Rise Above, podemos ouvir toda a habilidade de líder do Gogol Bordello em um solo de violão, acompanhado pelo som de violinos e sanfonas.

Em Trans-Continental Hustle, canção que fecha o álbum e dá nome ao álbum, pode ser identificada a mesma fórmula de sucesso dos álbuns anteriores: diversos instrumentos em sintonia aliados ao sotaque inconfundível de Hütz.

Os fãs que ouvem este álbum não sentem tanto a falta de hits contagiantes, pois já conhecem os trabalhos anteriores do Gogol Bordello. Os novos ouvintes, por sua vez, podem não estar com a cabeça aberta para as maluquices de Eugene Hütz e, talvez, achem o disco ruim.



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