Trio vem pela primeira vez ao Brasil e toca tanto clássicos dos anos 80 quanto músicas do álbum atual
No último sábado, dia 11 de dezembro, a banda inglesa Nitzer Ebb se apresentou pela primeira vez no Brasil na Clash Club. O trio é conhecido na cena da EBM (Electronic Body Music) - estilo de música eletrônica - e foi formado, em 1982, por Baughan “Bon” Harris (sintetizador, programação, bateria e vocal), Douglas McCarthy (vocal) e David Gooday (bateria). Os três se conheceram na escola e seguem unidos até hoje, participando de trilhas sonoras de filmes como Jogos Mortais IV e VI.
Devido à chuva e ao trânsito, algumas pessoas só chegaram depois das 21h, horário marcado para o início do show. Para a sorte dos atrasados - e azar dos que chegaram cedo -, o início do concerto atrasou cerca de quarenta minutos. Mesmo assim, o trio foi recebido por uma grande quantidade de fãs, que lotou a pista da casa. Contudo, ainda havia espaços vagos entre as pessoas, permitindo que elas se manifestassem durante as músicas mais dançantes, como em Let Your Body Learn.
Foram tocadas tanto composições antigas, dos anos 80, quanto mais recentes, como Once You Say, do álbum Industrial Complex (2010). Por ser um grupo com quase trinta anos de existência, em toda a carreira do Nitzer Ebb é possível encontrar músicas que fogem do estilo da EBM. O grupo já experimentou de ritmos mais melodiosos - em I’m Undone, por exemplo - e vocais mais secos e destacados, quase próximos ao rap, como em Payroll. Essas duas, respectivamente, se aproximam daquelas compostas pelo Nine Inch Nails e Rage Against the Machine.
A banda, no entanto, se caracteriza pelos gritos e palavras repetidas, imitando comandos. Tal recurso é próprio da música eletrônica e da EBM em geral. Isso fica registrado em músicas como Join in The Chant e Control I’m Here, que foram acompanhadas por gritos e palmas do público na Clash Club.
O show, pouco produzido e com iluminação precária, durou cerca de uma hora e vinte minutos. O palco, apesar de pequeno, conseguiu sediar a atuação de Douglas que, vestido de terno, gravata e óculos escuros, acompanhava as músicas com danças ininterruptas. O carisma ficou por conta do vocalista, o qual interagiu com a platéia próxima, chegando até a posar para as câmeras dos fãs durante as apresentações.
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