O que muda quando novas formas de difundir informações na internet geram ícones instantâneos
Na noite do dia 8 de dezembro, a mesa “A cultura de ícones – Interações” convidou ao debate o professor espanhol Juan Freire e a professora norte-americana Mia Consalvo. A mediação ficou por conta da jornalista e curadora do seminário, Rachel Bertold.
A discussão se pautou pelas novas formas de construção de referências culturais na contemporaneidade. Com base nisso, Juan Freire fez comentários acerca dos valores e práticas da cultura digital, em que todos somos produtores. “Desaparecem conceitos absolutos e aparentemente objetivos. O usuário constrói múltiplas formas de veicular informações na internet”, afirma referindo-se a um conceito da palavra “ícone”.
Assim, surge a idéia de geração de conteúdo que toma novas dimensões e dá origem aos ícones de massa. “Artistas como Lady Gaga ou o desenho Pokémon são ‘customizados’ pelos usuários e, apesar de efêmeros, refletem o modo como as pessoas se relacionam com a cultura”, argumenta Juan.
Mia Consalvo abordou o dia-a-dia da vida online, questionando como e para quê as pessoas têm usado a internet nos últimos anos. De acordo com ela, as redes sociais permitem criar uma versão melhor de si mesmo. “Os usuários criam personagens e quase falam de si mesmos na terceira pessoa”, ressalta.
Seguindo esse pensamento, a professora chamou a atenção para o fato de não haver distinção do nível de intimidade entre os ditos “amigos” da rede. “Os contatos são importantes porque os jogos exigem que os usuários tenham amigos para jogar. Com eles, é possível trocar presentes ou fazer visitas online”, observa.
Questiona-se, portanto, o que significa ter um “amigo” nas redes sociais, a partir de uma perspectiva em que os jogos estão em boa parte do que fazemos na internet.
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