“O Carnaval que ninguém vê” conta a história de membros da Vai-Vai e Rosas de Ouro
No dia 9 de dezembro, o grupo Daniele Pechi, Gabriel Ferreira, João Carioca e Ralph Izumi apresentou o documentário “O Carnaval que ninguém vê”. A banca, presidida pela professora de Telejornalismo Tatiana Ferraz, recebeu como convidados os jornalistas Marco Nascimento, atual diretor de jornalismo da Rede Gazeta de Televisão, e Jaqueline Falcão, responsável pela coluna “Carnaval” do jornal Diário de S.Paulo.
O documentário, orientado pelo professor de Telejornalismo Pedro Ortiz, abordou os projetos sociais realizados pelas escolas de samba paulistanas Vai-Vai e Rosas de Ouro. Segundo o grupo, a Rosas possui relevância por fomentar cerca de quinze projetos sociais, além de ter quase quarenta anos de história e ser atual campeã. Já a Vai-Vai tem sua importância como sendo um exemplo de identificação com a cidade de São Paulo.
Como personagens, os alunos escolheram da Rosas de Ouro Tia Raquel, pertencente à ala das baianas, e Sueli, arte-educadora e professora de ballet. Já na Vai-Vai, os representantes são Pedro, que toca surdo na bateria e dá aulas de capoeira, e Bocão, diretor da bateria.
Nascimento elogiou o trabalho do grupo como sendo atraente e convincente. Para ele, o documentário está dentro dos padrões do jornalismo. No entanto, o jornalista ressalta o desafio do formato, que é o de se aprofundar nos personagens sem deixar com que alguns fiquem apagados. “Todos são bons, mas há alguns ainda melhores que acabam se sobrepondo”, disse. Para Nascimento, faltou ainda conversar com pessoas beneficiadas diretamente, gente que mostrasse a importância dos projetos em suas vidas. O convidado assumiu também ter sentido falta de imagens dos entrevistados durante o carnaval.
Jaqueline iniciou sua fala concordando com a idéia do título do documentário. “Realmente, a mídia ignora o carnaval ao longo do ano”, comentou lembrando da falta de destaque quanto aos projetos sociais. Para ela, houve equilíbrio entre as personagens de cada escola. “Acho que vocês deveriam passar o documentário para as escolas assistirem.”
Tatiana afirmou que o documentário consegue entreter, elogiando a arte, sincronização de imagens e acabamento da gravação. A professora, contudo, achou que os alunos deveriam ter “mostrado mais e falado menos”: ela sentiu falta de ver o que os entrevistados ficaram falando. A banca atribuiu ao grupo nota 9,5.
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