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10/12/2010 - 10h07 - Atualizado em 21/05/2012 - 07h18

O retorno de Wes Craven aos filmes “slasher”

Por Francisco Izzo, aluno do 3º ano de Rádio e Televisão

Após as bem-sucedidas franquias “A Hora do Pesadelo” e “Pânico”, Craven erra a mão em “A Sétima Alma”

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Reprodução

Quando um diretor faz um filme muito icônico para um gênero (ou no caso um sub-gênero), ganha uma grande responsabilidade: manter essa linhagem com a mesma qualidade das obras anteriores. Quando esse objetivo não é atingido, o longa pode ficar com uma imagem negativa, por ser inferior aos filmes marcantes do diretor. Isso ocorreu quando George Romero criou o gênero “filme de zumbi” e recentemente dirigiu o fraco A Sobrevivência dos Mortos; e foi também o que aconteceu com Wes Craven, figura icônica das produções de terror “slasher”, - aqueles em que um serial killer persegue um grupo de adolescentes, matando um por um. A Hora do Pesadelo marcou a geração dos anos 80, ganhando um remake recentemente e Pânico, popularizou outra vez o gênero quando lançado.

A Sétima Alma é o mais novo filme “slasher” do diretor, e como tal possui um certo número de clichês, mas deixa a desejar se comparado às suas outras obras. Mesmo que os seus longas mais recentes não fossem tão bons, ali ele não estava lidando com um gênero que marcou sua filmografia - afinal, Freddy Krueger, até hoje, é um dos serial killers mais conhecidos do cinema.

Os problemas do filme estão em sua base. Na história, sete adolescentes  nasceram no mesmo dia em que um serial killer local foi morto. No aniversário de 16 anos deles, surgem boatos de que o assassino voltou para matá-los. Os jovens são arquétipos já conhecidos pelo público: a patricinha, o atleta que pratica bullying nos outros, a menina religiosa ao extremo, além do protagonista e seu melhor amigo. O problema maior está no matador, que ao contrário dos outros grandes assassinos do cinema, como Jason, Freddy Krueger e Michael Myers, não tem nenhum apelo ao público - o máximo que nos oferece é a utilização de uma faca com a palavra “vingança” escrita. A personagem não consegue se destacar, portanto tudo o que resta é assistir a diálogos ruins, ditos por adolescentes estereotipados em seus momentos de interação.

Presenciar o fracasso de Wes Craven, na mesma época em que tantos remakes dos “slashers” clássicos são realizados, é frustrante. Resta apenas conferir se ele perdeu a mão com o gênero em si, ou se conseguirá dar continuidade a sua própria franquia com Pânico 4.



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