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10/12/2010 - 17h20 - Atualizado em 20/05/2012 - 17h50

Documentário aborda trabalho voluntário em ONG

Lidia Zuin, monitora do site de jornalismo

Alunos buscam compreender motivações e processo seletivo do voluntariado da organização Viva e deixe viver

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No dia 9 de dezembro, os alunos Juliana Borba, Lilian Matos, Nubia Basilio e Santiago Sabella apresentaram o documentário “Os contadores de histórias” como trabalho de conclusão de curso. A banca, presidida pelo professor de Telejornalismo Pedro Ortiz, recebeu os convidados Leila Tarvino, psicóloga professora da Universidade de São Paulo, e Marco Nascimento, ex-professor da Faculdade e atual diretor de jornalismo da Rede Gazeta de Televisão.

O documentário, orientado pela professora de Telejornalismo Regina Soler, aborda o trabalho da “Viva e deixe viver”, ONG responsável por reunir voluntários contadores de histórias, os quais se voltam ao auxílio de crianças hospitalizadas. Segundo Lilian, o tema lhe pareceu interessante quando, ainda em 2009, leu uma matéria publicada no jornal O Estado de S.Paulo sobre o voluntariado. “Percebi que durante a seleção de voluntários, o número de pessoas diminui muito, algo de 600 para 100”, explicou. Por isso, o foco do trabalho estaria voltado ao processo seletivo da ONG, como são as pessoas que procuram a organização e suas motivações.

Durante a apuração do tema, o grupo percebeu que entre os voluntários havia o padrão de serem do sexo feminino e estarem na faixa etária entre os 30 e 40 anos, tendo educação a nível universitário e sendo pertencente à classe média. “Todos tinham perfis muito parecidos, por isso precisamos eliminar muita gente do documentário”, contaram. Mesmo assim, o quarteto encontrou personagens que saíram do padrão, como um voluntário do sexo masculino e Meire, uma portadora de necessidades especiais, que passou de beneficiada a voluntária.

Leila fez críticas ao trabalho quanto a algumas informações formais registradas no memorial, como falta de crédito a citações. No entanto, a professora elogiou o esforço na leitura de formulários preenchidos pelos voluntários. Bastante interessada na questão referente às motivações do candidatos, Leila pareceu satisfeita com o registro e identificação daqueles que procuravam a ONG por altruísmo, pelo gosto em contar histórias ou como forma de aliviar problemas pessoais, por exemplo. Por isso, ao fim de sua fala, chegou a perguntar aos autores do documentário se eles teriam interesse em se tornar voluntários. Enquanto alguns disseram já colaborar financeiramente com algumas ONGs, Santiago assumiu ter se sensibilizado bastante durante o ano.

Como ficou competência de Leila fazer apontamentos sobre o tema do trabalho, Nascimento aproveitou para abordar aspectos técnicos do documentário. Apesar disso, o jornalista elogiou o assunto, achando-o em congruência com o jornalismo: “O que é nossa profissão senão também uma forma de contar histórias?” Ele ou a dificuldade da escolha do formato, lembrando dos requisitos mercadológicos que o documentário possui. “Vocês precisam tocar o público, fazer ele se interessar pelo conteúdo durante esses 45 minutos. Precisam aproveitar as personagens.”

Ortiz finalizou as considerações ando os alunos a tomarem conta dos direitos autorais, já que o grupo utilizou imagens do cartunista Ziraldo e trilha sonora autoral. A nota dada pela banca foi 9.



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