Enquanto o Twitter censura o Trending Topic #Wikileaks, Assange lidera pontuação de maior personalidade de 2010 segundo o site da Revista Time. Como resposta de apoio, grupos de anônimos organizam ações contra sites e empresas
Com o fim de 2010, o site Wikileaks tem tomado proporções ainda maiores do que as registradas ao longo do ano. Conhecido por divulgar documentos secretos relacionados a governos e demais instituições, o banco de dados criado pelo australiano Julian Assange atingiu um ponto problemático em sua história de quatro anos. Em agosto, após publicar mais de 250 mil correspondências diplomáticas norte-americanas, ato que gerou críticas por parte de governos de diversos países, Assange foi acusado de crimes de abuso sexual.
A prisão, ocorrida nesta última terça-feira, dia 7 de dezembro, tem origem numa ordem emitida pela Suécia – país em que Assange teria cometido o delito. Segundo um de seus advogados, o editor do Wikileaks havia informado no dia anterior que iria se apresentar às autoridades britânicas, mediante uma negociação. No total, Assange possui acusações de coerção ilegal, duas acusações de assédio sexual e outra de estupro, todas elas referentes à data de 20 de agosto.
A reação não aconteceu somente no âmbito das notícias. O australiano foi citado por uma fonte do Kremlin como possível indicado ao Prêmio Nobel. Segundo o funcionário, organizações sociais e não governamentais devem pensar em como ajudar o criador do Wikileaks. Além disso, Assange foi listado entre os candidatos a Person of the Year 2010 no site da Time, ao lado de Barack Obama, Lady Gaga e Steve Jobs. Por enquanto, o criador do Wikileaks mantém uma média de 92 pontos, enquanto Obama, Gaga e Jobs pontuam 59, 71 e 61, respectivamente.
Por outro lado, há outra fronte de atuação pró-Assange. Organizados no site AnonOps, eles se auto denominam “anônimos” e desprezam títulos tais qual “Hackers on Steroids”, como a Fox News os intitularam. Utilizando discursos como os de John Perry Barlow, co-fundador da Electronic Frontier Foundation, os anônimos planejam uma operação a favor do australiano. Sob o título de Operation Avenge Assange, o ataque faz um amálgama com uma segunda investida, a Operation Payback, que tem como alvo o site de transações comerciais Paypal e também o Twitter, que tem censurado dos Trending Topics a tag #Wikileaks ao logo da semana. Segundo o blog da rede social, eles não estariam censurando as palavras relacionadas ao assunto. No entanto, aparentemente nem "Wikileaks" ou "Julian Assange" apareceram nos destaques mundiais ou brasileiros.
Segundo O Globo, os membros da AnonOps teriam bloqueado o site da promotoria sueca e do advogado que acusou Assange por crimes sexuais. Não suficiente, o site da MasterCard e Visa também sofreu ataques. O motivo de as empresas terem sido alvo entra em congruência com o caso do Wikileaks, já que estas teriam cortado as vias de doação para o site. Segundo a Yahoo News, a intenção é pressionar o governo a partir de outras investidas em sites de companhias americanas como Amazon.com, eBay, PayPal e EveryDNS. De acordo com o portal de notícias, essas ações acabaram prejudicando o arrecadamento do Wikileaks. Somente aí o assunto tornou-se Trending Topic mundial, sob a tag #payback, em segundo lugar. Assange e Wikileaks se mantiveram de fora.
Nesta quinta-feira, Lula fez um pronunciamento no blog do Planalto mostrando-se a favor do Wikileaks.
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