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03/12/2010 - 15h17 - Atualizado em 19/05/2012 - 22h55

Bits para a vida

Thamy de Almeida, 3º ano de jornalismo

TCC conta a história do videogame a partir de depoimentos

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Metal Gear Solid, Granf Theft Auto, Zelda e Nintendo University: essas foram as estampas das camisetas de Pedro Zambarda, Rodrigo Ribeiro, Thiago Dias e Alexandre Facciolla no dia da apresentação de seu TCC. A banca de Geração gamer - História de pessoas movidas por bits foi realizada no último dia 30, sendo composta por Fabio Santana, crítico de jogos e jornalista de games - o qual não pôde comparecer à apresentação -, Renata Gomes, doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC/SP, e a professora de Novas Tecnologias da Comunicação da Faculdade Cásper Líbero, Daniela Ramos. Os convidados avaliaram o livro-reportagem de maneira receptiva quanto ao tema do trabalho, que teve o professor Luis Mauro Sá Martino como orientador.

Segundo Daniela, o assunto era bastante relevante dentro do Jornalismo, por se tratar de uma interação midiática entre jogo e jogador, considerando-se as tendências da comunicação para os próximos anos. E foi exatamente esse um dos enfoques que o grupo buscou. “A relação com o videogame vai além do sentar e jogar. O jogador cria relação com a história e isso o afeta além do que ele próprio esperava”, afirmou Thiago Dias.

No livro-reportagem, os recém-formados tiveram como objetivo contar a história do videogame por meio de depoimentos de jogadores, sendo eles tanto homens quanto mulheres. Apesar desse tipo de entretenimento ser tratado como uma diversão do público masculino, o grupo percebeu que as mulheres são fãs dos games desde o início. Por isso, decidiram traçar um perfil e descobrir quem eram elas. Para o projeto, foram entrevistadas cerca de 150 pessoas no total, mas para o livro entraram 100.

Outro ponto tratado no livro foi a pirataria. Rodrigo Ribeiro afirma que o grupo evitou aprofundar o tema, por se tratar de algo polêmico e que exigia bastante imparcialidade. Segundo ele, se fossem falar de quem compra produtos piratas, precisaram também dar espaço aos vendedores dos itens oficiais, para que não se criasse um discurso tendencioso. O convidado Fábio Santana, apesar de não ter comparecido, enviou seu parecer e nele criticou a falta de profundidade no assunto, além da ausência de fotos que tornassem mais pessoal o contato com os depoentes. O convidado chamou a atenção ainda para o título do trabalho, que dá alusão à biografia de uma geração, quando na verdade trata da história do videogame por meio de depoimentos pessoais. Apesar dos erros - como a duplicidade de alguns depoimentos ao longo do livro -, Fábio classificou o trabalho como algo “digno de palmas”.

Renata Gomes, fã fervorosa do mundo dos games, também comentou alguns erros apontados por Fábio e elogiou a escolha do tema. “Foi louvável a iniciativa de pesquisar game. É uma manifestação de inúmeros devotos”, declarou. Entretanto, a doutora criticou o excesso do uso do jargão gamer, que dificultaria o entendimento do livro em si para os que têm pouco conhecimento no assunto. Daniela também comentou sobre a plataforma escolhida para o trabalho. Segundo ela, como livro-reportagem, o projeto não funcionou tão bem por faltar um gancho narrativo entre os depoimentos - um site talvez cumprisse melhor a função.

Por fim, o grupo foi aprovado com 9,5 e Daniela ainda fez comentários sobre o memorial: “Quero elogiar o trabalho em grupo feito por vocês, apesar dos momentos difíceis. Todo relacionamento passa por um tilt, para usar uma palavra dos tempos de fliperama.”



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