Oficina recebe alunos de quarto ano dos cursos de Jornalismo e Rádio e TV. Durante três dias, os participantes foram responsáveis pela produção de um telejornal
Logo no início do evento, o diretor de redação da emissora norte-americana NBC, Charlie Bragale, já avisou que os quatro americanos convidados a ministrar o workshop iriam falar apenas em inglês. “Vocês precisam estar familiarizados com a língua, principalmente na profissão escolhida”, comentou aos 25 alunos que participaram da oficina – estudantes do 4º ano de Jornalismo e de Rádio e TV. Desde o primeiro dia, as exigências já foram claramente definidas: os alunos deveriam estar sempre atualizados com as últimas notícias, uma vez que poderia haver algum fato relevante que valesse a pena entrar no telejornal produzido.
Cada participante teve o direito à escolha de duas funções que gostaria de exercer, sendo elas: repórter, editor e produtor. Os profissionais convidados foram responsáveis pela escolha dos cargos específicos, como editor-chefe, editor executivo, chefes de reportagem e âncora. Tendo tudo confirmado, as pautas começaram a ser levantadas e desenvolvidas.
O editor-chefe e a editora executiva tiveram cinco minutos para escolher o nome do telejornal e decidir a primeira versão do espelho (ordem das reportagens que seriam apresentadas no telejornal). Os responsáveis pelas melhores pautas foram imediatamente fazer as gravações. Sílvio Barbosa, professor de telejornalismo, acompanhou os alunos como cinegrafista, enquanto Miguel Almaguer, da NBC em Los Angeles, dava dicas de como os repórteres deveriam se portar. Charlie Bragale auxiliou os chefes de reportagem. A meta estipulada era que, no final do primeiro dia de workshop, pelo menos duas reportagens já deveriam estar prontas, ou seja, gravadas e editadas.
Na terça-feira, as atividades foram interrompidas por uma “chamada oral” feita por Margie Ruttenberg, produtora do Canal Fox News, responsável por orientar o editor-chefe e o editor executivo. Os alunos deveriam estar cientes de algum acontecimento relevante, que seria incluído no espelho do jornal. A paralisação do metrô foi considerada pauta quentíssima e, por isso, houve mudança de emergência: uma repórter teve sua matéria derrubada e já saiu com uma equipe para gravar o ocorrido.
O dia seguiu marcado pela correria: editores trabalhavam nas matérias, faziam notas cobertas, corriam atrás de imagens; produtores faziam ligações para os entrevistados; o editor-chefe e a editora executiva tinham que supervisionar o trabalho de todos, escolhendo a ordem das reportagens no espelho e cronometrando tudo para que o tempo do telejornal não estourasse; os apresentadores ensaiavam a postura diante das câmeras; o editor de arte criava o logotipo do telejornal e a vinheta. Ao mesmo tempo, os responsáveis pelo making of acompanhavam cada momento, registrando todas as etapas.
O deadline era gravar o telejornal no dia seguinte, na quarta-feira, às 13h. Depois de tanta correria, o momento da gravação foi preenchido pelo silêncio e apreensão de todos. A cada erro técnico ou dos apresentadores, o processo era interrompido. Terminada a gravação, Charlie disse que todos iriam gravar mais uma vez, sendo que desta vez, teriam de fazer como se fosse ao vivo: sem cortes, independentemente dos erros. O nervosismo se tornou maior ainda, mas as imperfeições se mostraram mínimas. O telejornal foi finalizado em vinte minutos.
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