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23/09/2010 - 12h52 - Atualizado em 22/05/2012 - 09h36

O passado que (se) arrasta

Por Viviane Laubé, aluna do 3º ano de Jornalismo

Longa discute o perigo do poder concentrado em um só indivíduo

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Reprodução
Cena do filme

O filme alemão A Onda, lançado em 2008, seria uma ótima forma de ensinar alunos sobre a autocracia, não fosse pelo roteiro tão sombrio. Com direção de Dennis Gansel, a película conta a história de um professor moderno e respeitado por seus alunos que, por mudanças de disciplinas, se vê obrigado a aplicar esse tipo de regime. Por meio do improviso, aplica alguns mecanismos usados pelo fascismo. Mas, ao contrário do que esperava, seus alunos levam o experimento a sério demais, pichando patrimônios públicos para demonstrar o senso de organização desse, que acaba se tornando um grupo de cobaias. A partir daí, o docente perde o controle sobre o que colocou em prática, ocasionando sérios danos aos estudantes.

Este não é o primeiro filme baseado na história ocorrida em 1967, em Palo Alto, na Califórnia, onde um professor de História Mundial chamado Ron Jones, resolveu explicar o Holocausto e todos os fatos envolvidos de forma “criativa”. Em 1981, uma série de 44 minutos sobre o assunto foi criada para a televisão americana, que tinha como objetivo servir de apoio ao currículo escolar de história daquele país.

Na obra recente, ao contrário tanto dos fatos reais quanto do especial americano, o professor acaba se deixando levar pelo movimento. Aprecia, mesmo que de forma muito sutil, o poder que conquista através do experimento. Prova disso são os primeiros avisos dados ao docente por dois alunos, levados totalmente em vão. Após notar os atos inconsequentes deles, decide desmascarar a ideologia totalitária que sustenta o movimento denominado “A Onda”. Além disso, demonstra o fanatismo dos alunos por uma causa e denuncia aos estudantes o sumiço da originalidade e poder de crítica diante de um poder e líder carismáticos. Eis uma boa opção para entender melhor a História Mundial e compreender que, para movimento semelhante ocorrer de novo, não é necessário a adesão de muitas pessoas. Basta que um pequeno grupo comece a levar e praticar seriamente as palavras disciplina, respeito e poder.



Comentários Comentários Postados
Basilio[25/09/2010 - 10:42]

Qualquer semalhança com a situação atual da poltica nacional não pode ser coincidencia. Nossa sorte é que o Lula parece ser altamente racional do perigo que isto pode representar, fosse outro lunatico qq, com a aprovação popular que o lula dispoe, poderia facilmente venezuelar esta nação. Que deus tenha piedade de nós, quando e se o projeto Dilma do PT se concretizar.

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