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23/09/2010 - 12h42 - Atualizado em 22/05/2012 - 06h43

Lacrimosa retorna ao Brasil para comemorar vinte anos de carreira

Por Lidia Zuin, aluna do 3º ano de Jornalismo

Em primeiro show na América Latina pela turnê Lichtjahre, banda suíça emociona fãs

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Reprodução

A apresentação começou pouco depois das nove horas, após uma longa fila que dobrou o quarteirão do Carioca Club. A confusão pela troca dos ingressos comprados online, não foi o suficiente para estragar a noite do primeiro show na América Latina feito pela banda suíça Lacrimosa, na atual turnê Lichtjahre. Alguns dos fãs, vestidos à maneira do grupo, aguardaram pelo menos duas horas para entrar na casa – houve também aqueles que chegaram no local por volta do meio-dia.

Em comemoração aos 20 anos de carreira, o ciclo de shows traz músicas de distintas épocas do grupo atualmente formado por Tilo Wolff (voz e teclado), Anne Nurmi (teclado e voz), Yenz Leonhardt (baixo e voz), Dirk Wolff (guitarra), Jay P. (guitarra) e Manne Uhlig (bateria). De cabelos mais curtos e cacheados, mas ainda adornados pela característica mecha branca, o vocalista manteve a plateia em frenesi por pelo menos metade de Schakal, primeira música tocada após o concerto ser aberto pelo Lacrimosa Theme. Os gritos eram tão estridentes que, apesar do alto volume dos instrumentos e microfones, algumas canções foram sobrepostas pela euforia e declarações de amor a Tilo e Anne – em alemão, inglês ou português.

Com as mãos, o vocalista e compositor embalava os fãs nos refrões de Alleine zu zweit, Der Morgen Danach e Lichtgestalt. Em Feuer, faixa pertencente ao Schattenspiel, mais recente álbum lançado, Tilo incentivou o público a balançar as mãos conforme o refrão cantado por um coral era reproduzido.

Diferente da setlist de Moscou, Lacrimosa optou por inovar na ordem e escolha das músicas a serem tocadas, deixando de interpretar I Lost My Star in Krasnodar, Flamme im Wind e Mantiquor. Apesar dos gritos por Deja Vu, Stolzes Herz emocionou os fãs, preparando-os para Bresso. Aliás, pouco depois destas, Tilo anunciou Ohne dich ist alles nichts, confessando ser uma de suas canções mais queridas.

No total, ele conversou com as pessoas pelo menos três vezes, enquanto Anne permanecia silenciosa e concentrada por detrás dos teclados – isto quando estava apresentando suas músicas em vocal solo, como The Turning Point e A Prayer For Your Heart, em que dançou e agradeceu ao público. Com gestos cavalheirescos, o frontman agradecia pela presença dos fãs e Anne deixava escapar um sorriso por detrás do microfone.

Aos sorrisos e piscadelas, o vocalista anunciou, por fim, uma das músicas mais apreciadas e conhecidas. Copycat ganhou versão mais agitada e violenta para fechar um show que não deixou a desejar. Talvez um pouco mais de proximidade com a banda – característica do palco do Carioca Club – tivesse feito diferença, ainda que fosse para provocar maior convulsão dos fãs na pista, que jogaram buquês de rosas vermelhas e cartas. Mesmo assim, a grade e os três seguranças não os intimidou a demonstrar sua paixão pelo Lacrimosa: fosse com presentes, gritos ou lágrimas.



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