Arte do canal

índice geral



Home / Cultura Geral / Artigos

09/09/2010 - 19h12 - Atualizado em 19/05/2012 - 15h51

Iron Maiden se reinventa em The Final Frontier

Por Gabriel de Almeida Moraes, aluno do 1º ano de Jornalismo

Décimo quinto cd da “Donzela de Ferro” aposta em músicas longas e progressivas

Compartilhe:


Reprodução

Junte o baixo poderoso de Steve Harris a um cantor que pilota o avião de turnê da banda e um mascote macabro, e você possivelmente entenderá o que é o Iron Maiden. A banda inglesa com 35 anos de estrada lança o décimo quinto cd, The Final Frontier. No dia de sua estreia, o disco alcançou o topo das paradas em 21 países e chegou à quarta posição nos EUA, a mais alta obtida pelo grupo.

Cansados da mesma fórmula de sucesso, a banda apostou neste novo álbum na influência progressiva que já esteve presente no seu disco anterior, A Matter of Life and Death. Então para os fãs que esperavam maior objetividade nas músicas, estranharão este novo trabalho. Com canções longas, o Maiden aposta em dois momentos no cd, o primeiro é composto por repertorio mais direto e influenciado pelo hard rock, já o segundo é caracterizado por músicas mais longas e complexas, com vertente muito mais progressiva.

Na primeira faixa Satellite 15… The Final Frontier percebemos a mudança de ares, na verdade são duas músicas em apenas uma. A primeira parte é composta basicamente por uma guitarra abafada e bateria em um estilo mais “tribal”. No segundo trecho, os fãs ouvirão o mais puro hard rock, que fez com que o Iron se consagrasse.

A sessão hard rock prossegue com a poderosa El Dorado, que foi liberada antes, como uma prévia do que seria o álbum. Esta faixa, segundo o baixista e líder da banda Steve Harris, foi disponibilizada e é a música de trabalho da banda, devido ao fato de ser a que soa melhor ao vivo. A introdução e o seu destaque ficam por conta de solos magistrais de Harris, que mostra o porquê é considerado um dos melhores baixistas do mundo.

Encerrando a sessão “puro” heavy metal chega The Alchemist, faixa mais direta e parecida com os trabalhos antigos do Maiden, relembrando a época do álbum Somewhere in Time, dos anos 80. O diferencial é a grande performance vocal de Bruce Dickinson, que conduz a música com maestria do começo ao fim.

A parte inovadora e progressiva de The Final Frontier, começa com a canção Isle of Avalon, com uma estrutura mais complexa, mostrando todo o amadurecimento e inovação que o Maiden se propôs a fazer neste álbum.

When the Wild Wind Blows é composta por harmonias construídas sobre melodias, que lembram ser célticas e por isso impressionam até o mais tradicional dos fãs.

Muito se especulou sobre a ligação entre o nome do álbum e o final da banda, porém Steve Harris tratou de desmentir qualquer boato sobre este ser o último trabalho do grupo e ainda afirmou que se depender dele, mais um disco será lançado. Com a banda inteira em perfeita harmonia, o Iron Maiden encerra mais um belíssimo trabalho, reinventando o que já era magnífico.



Comentários Comentários Postados
Comentários Envie o seu comentário

Caro leitor, esse espaço foi criado para que você opine e discuta a matéria que acabou de ler

Cada comentário comporta no máximo 600 caracteres.

Os comentários devem se ater ao texto publicado.

Mensagens ofensivas, provocativas ou que contenham palavras de baixo calão serã excluídas.

restam caracteres.