Candidatos devem buscar contextualizar informações, estabelecendo relações históricas e culturais entre elas
O processo seletivo para os estudantes que desejam estudar na Cásper Líbero tem algumas particularidades. Uma atenção especial é dada à redação, que vale 50% da prova. Além disso, são incluídos quatro filmes em sua lista de obras obrigatórias. O coordenador do vestibular, professor Antônio Roberto Chiachiri explica o motivo. “Não queremos alunos que apenas decorem conteúdos, mas que saibam entendê-los”.
Para 2011, a estrutura da prova deverá sofrer alterações. O vice-diretor da Faculdade, Welington Andrade, comenta as mudanças: “Tentaremos abolir os blocos internos que a prova possui, deixando as questões com um caráter interdisciplinar e integrado, que é o objetivo de todo bom vestibular”. Atualmente, a provaenvolve quatro eixos temáticos: Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Estudos Sociais e Matemática.
Além disso, novos livros e filmes irão compor a lista para o processo seletivo. As obras literárias compreen-dem produções brasileiras, portugue-sas e africanas: Auto da barca do inferno, de Gil Vicente, Memórias de um sargento de milícias, de Manuel Antônio de Almeida, 50 poemas escolhidos pelo autor, de Manuel Bandeira, Dois irmãos, de Milton Hatoum, Os das minha rua, do angolano Ondjaki e Laços de família, de Clarice Lispector.
Filmes escolhidos
Quanto aos filmes, foram selecionadas quatro produções, duas nacionais e duas estrangeiras. São elas: os do-cumentários Arquitetura da destruição, de Peter Cohen e Santiago, de João Moreira Salles, além dos ficcionais Rede de intrigas, de Sidney Lumet e O Bandido da luz vermelha, de Rogério Sganzerla.
Welington Andrade, integrante da comissão que escolheu as obras para o vestibular, indica como essas produções comporão a prova: “O aluno deve pensar no assunto a ser debatido não de forma estanque, mas estabelecendo relações históricas e culturais que a obra suscita”, conta.
Antônio Roberto Chiachiri lembra que “O candidato deve estar atento às coisas do cotidiano e aos aconteci-mentos contemporâneos. Não fazemos pegadinhas: queremos um aluno que saiba pensar e refletir”.