"Quando Me Apaixono" marca a estreia de Helen Hunt como diretora
Uma comédia romântica com doses de seriedade e que abdica de soluções fáceis para conquistar o público. Por não subestimar os espectadores, o longa Quando Me Apaixono, funciona tanto como entretenimento quanto obra de reflexão, devido ao tratamento que as relações humanas recebem na história.
April (Helen Hunt, que desta vez também se aventura na direção) é uma professora de pré-escola que tem o desejo de engravidar, mas encontra dificuldades durante o processo. A morte da mãe adotiva, a separação do marido Benjamin, interpretado por Matthew Broderick, aliados aos seus 39 anos, são o suficiente para sua fé demonstrar sinais de enfraquecimento. Mas a amizade com Frank, pai de um de seus alunos e escritor, vivido por Colin Firth - em atuação magistral - desperta novos sentidos na vida, até que o sentimento fraterno se torna algo mais sério, levando April a criar forte vínculo com o rapaz.
Quando tudo parece estabilizado novamente, a mãe biológica Bernice (Bette Midler), apresentadora de um talk show da tv local, surge, querendo desfrutar da companhia da filha que abandonou. Em meio à toda essa confusão armada, rompimentos e reencontros inesperados permeiam a história.
Conflitos nas relações familiares e os costumes da fé judaica são alguns dos motivos para o filme se distanciar do gênero comédia e expor assuntos que elevam a sua qualidade, pois exigem mais das atuações dos atores, devido à densidade das cenas. O roteiro também é beneficiado, graças às citações existentes, transportando-nos para uma história abastecida com elementos críveis.
O longa baseado em obra de Elinor Lipman, foi finalizado em 2007, estreou em setembro de 2008 nos EUA e somente agora chega aos cinemas brasileiros. Trata-se de um entretenimento que em alguns instantes deve ser levado a sério, por mesclar com inteligência, humor discreto e classudo, aos dramas pertencentes à vida de todos nós, um pouco maluca e um tanto imprevisível.
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