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16/07/2010 - 02h47 - Atualizado em 09/02/2012 - 12h21

Sujos, desbocados e divertidos

Por Luiz Pettená, aluno do 3º ano de Jornalismo

Jack Daniels, substâncias ilícitas e histórias para contar. Para o hard rock, estes ingredientes são necessários para se fazer um clássico.

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Reprodução
A banda americana Poison

 

Tome-se de exemplo os gemidos femininos em Rocket Queen, um dos primeiros clássicos do Guns N’ Roses no álbum Appetite for Destruction. Para dar o “toque a mais”, Axl Rose teve a ideia de incluir as “sonoridades” de uma stripper enquanto mantinha relações sexuais com ela.
 
Ainda sobre o Guns N’ Roses, é difícil achar outra banda que falasse tão abertamente sobre os problemas com drogas. Consumida a exaustão pelos guitarristas Slash e Izzy Stradlin, o vício da heroína é escancarado em Mr. Brownstone, uma das gírias usadas para identificar a substância ilícita.
 
Se os anos 60 e 70 foram marcados pela psicodélica e experimentalismo, a década de 80 mostrou também o lado divertido do rock. Essa faceta foi influenciada principalmente pelo Kiss e AC/DC, que não tinham vergonha de compor hits basicamente sobre conquistas amorosas, aventuras sujas e o orgulho de praticar o rock’n’roll.
 
Não é coincidência que estas duas bandas criaram verdadeiros hinos do estilo, como Rock and Roll All Nite, For Those About To Rock (We Salute You) e Highway to Hell, esta ainda tocada em muitos funerais na Austrália, terra natal de Angus Young e companhia.
 
Outra ramificação do hair metal, termo designado para definir as bandas “cabeludas” de hard rock dos anos 80 é o estilo glam. Com roupas espalhafatosas e muitas maquiagem, estes grupos ditaram um modismo que teve seu auge na metade final da “década perdida”. Muitos deles fizeram estrondoso sucesso na cena musical da época, principalmente Poison e Motley Crue, que, apesar do visual excêntrico, tocavam um rock sem frescuras e amparado pelo carisma de seus integrantes. Muitos torciam o nariz, mas até mesmo Slash admitia que o Crue fazia um rock “sincero” e criou laços estreitos com o baterista Tommy Lee e o baixista Nikki Sixx.
 
É engraçado perceber como a chegada nos anos 90 sepultou grande parte da veia criativa das bandas daquele período. Com o estouro do grunge de Pearl Jam e Nirvana, o foco acabou distanciando-se do hard rock, o que acabou prejudicando muitos grupos que fizeram sucesso naquele passado recente.
 
O Cinderella até conseguiu emplacar o glam com um álbum lançado em 94, o Still Climbing, e a coletânea Gold em 2006, mas acabou tornando-se uma triste sombra de seu passado. Melhor sorte tiveram Aerosmith e AC/DC que conseguiram resistir os tempos de crises e vacas magras e continuam realizando um hard rock de qualidade nos dias de hoje, além do ressurgimento do Van Halen.
 
Já Slash atualizou-se a liderar a empreitada do Velvet Revolver, junto com os companheiros Izzy e Duff McKagan, e convidar artistas da cena musical atual, como Fergie, Nicole Scherzinger, Adam Levine e Cypress Hill em seu último álbum, a fim de atrair as gerações mais novas e não apenas emular os mesmos sons do passado.
 
Se mesmo assim você ainda é um saudosista irremediável, não se preocupe. É uma grande injustiça não citar as bandas Ratt, Autograph, Skid Row, Bon Jovi, Deep Purple, Def Leppard, The Cult, Extreme, Mr. Big, Thin Lizzy e Whitesnake nesse texto, que tanto ajudaram na paixão deste redator pelo hard rock. Mas, ligue o aparelho de som ao máximo, feche os olhos e viaje rumo à cidade do paraíso, porque lá a grama é verde e as garotas são maravilhosas.

Se hoje em dia o politicamente incorreto é caçado e a tendência se baseia na criação de baladas românticas , como as feitas por bandas como Maroon 5 e Coldplay, antigamente não havia vergonha para se levar o lema “sexo, drogas e rock’n’roll” ao limite. 

Tome-se de exemplo os gemidos femininos em Rocket Queen, um dos primeiros clássicos do Guns N’ Roses no álbum Appetite for Destruction. Para dar o “toque a mais”, Axl Rose teve a ideia de incluir as “sonoridades” de uma stripper enquanto mantinha relações sexuais com ela. 

Ainda sobre o Guns N’ Roses, é difícil achar outra banda que falasse tão abertamente sobre os problemas com drogas. Consumida a exaustão pelos guitarristas Slash e Izzy Stradlin, o vício da heroína é escancarado em Mr. Brownstone, uma das gírias usadas para identificar a substância ilícita. 

Se os anos 60 e 70 foram marcados pela psicodélica e experimentalismo, a década de 80 mostrou também o lado divertido do rock. Essa faceta foi influenciada principalmente pelo Kiss e AC/DC, que não tinham vergonha de compor hits basicamente sobre conquistas amorosas, aventuras sujas e o orgulho de praticar o rock’n’roll.

Não é coincidência que estas duas bandas criaram verdadeiros hinos do estilo, como Rock and Roll All Nite, For Those About To Rock (We Salute You) e Highway to Hell, esta ainda tocada em muitos funerais na Austrália, terra natal de Angus Young e companhia.

Outra ramificação do hair metal, termo designado para definir as bandas “cabeludas” de hard rock dos anos 80 é o estilo glam. Com roupas espalhafatosas e muitas maquiagem, estes grupos ditaram um modismo que teve seu auge na metade final da “década perdida”. Muitos deles fizeram estrondoso sucesso na cena musical da época, principalmente Poison e Motley Crue, que, apesar do visual excêntrico, tocavam um rock sem frescuras e amparado pelo carisma de seus integrantes. Muitos torciam o nariz, mas até mesmo Slash admitia que o Crue fazia um rock “sincero” e criou laços estreitos com o baterista Tommy Lee e o baixista Nikki Sixx.

É engraçado perceber como a chegada nos anos 90 sepultou grande parte da veia criativa das bandas daquele período. Com o estouro do grunge de Pearl Jam e Nirvana, o foco acabou distanciando-se do hard rock, o que acabou prejudicando muitos grupos que fizeram sucesso naquele passado recente.

O Cinderella até conseguiu emplacar o glam com um álbum lançado em 94, o Still Climbing, e a coletânea Gold em 2006, mas acabou tornando-se uma triste sombra de seu passado. Melhor sorte tiveram Aerosmith e AC/DC que conseguiram resistir os tempos de crises e vacas magras e continuam realizando um hard rock de qualidade nos dias de hoje, além do ressurgimento do Van Halen.

Já Slash atualizou-se a liderar a empreitada do Velvet Revolver, junto com os companheiros Izzy e Duff McKagan, e convidar artistas da cena musical atual, como Fergie, Nicole Scherzinger, Adam Levine e Cypress Hill em seu último álbum, a fim de atrair as gerações mais novas e não apenas emular os mesmos sons do passado. 

Se mesmo assim você ainda é um saudosista irremediável, não se preocupe. É uma grande injustiça não citar as bandas Ratt, Autograph, Skid Row, Bon Jovi, Deep Purple, Def Leppard, The Cult, Extreme, Mr. Big, Thin Lizzy e Whitesnake nesse texto, que tanto ajudaram na paixão deste redator pelo hard rock. Mas, ligue o aparelho de som ao máximo, feche os olhos e viaje rumo à cidade do paraíso, porque lá a grama é verde e as garotas são maravilhosas.

 



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