Filme retrata o reinado de uma mulher diante de oposições da época
Com um enredo já conhecido, tomado das aulas de História, porém enfeitado de romance, atos heróicos e um figurino que rendeu à película um Oscar, A Jovem Rainha Vitória apresenta o início da era vitoriana, entre cartas de amor e jogos políticos ambiciosos.
A ênfase é dada ao espírito livre e, na época, rebelde, da monarca que teve a sorte de um casamento por vontade própria e reinou por mais tempo até hoje na Inglaterra. Uma época de grande prosperidade social, cultural e econômica no país.
A princesa Victoria, interpretada por Emily Blunt, vive cercada de regras que não se aplicam à maioria dos nobres. Sendo a única herdeira direta do trono da Inglaterra, permanece sob constante vigília e proteção: jamais descer ou subir as escadas sem que alguém segure sua mão, não ler muitos livros além de romances e somente assistir no teatro ballet e óperas. Além disso, é mantida longe da corte de seu tio, o rei William, vivido por Jim Broadbent.
Porém, com sua personalidade forte, Victoria logo se sente incomodada com toda manipulação. Sua vida torna-se ainda mais turbulenta quando o rei morre, felizmente pouco após seu aniversário de dezoito anos. É coroada Rainha em 1838, e o início de seu reinado é marcado por agitação política e os rumores de que uma mulher não é capaz de governar sozinha um país, mas deve ser governada pelo marido.
Contudo, ainda não se sente pronta para casar. Ao ser apresentada a um de seus pretendentes cuidadosamente treinados para agradá-la, o príncipe alemão Albert, papel de Rupert Friend, ela o trata com desconfiança, mas surpreende-se ao gostar de sua companhia e encontrar nele um amigo fiel. Acompanhamos as trocas de cartas e confidências entre Inglaterra e Alemanha, até o seu casamento.
Com um visual surpreendente e muito bem detalhado, A Jovem Rainha Vitória é um filme com potencial para agradar desde os românticos até os interessados em intrigas de poder.
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