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18/06/2010 - 08h58 - Atualizado em 19/05/2012 - 22h06

O retorno dos gênios

Por Thiago Tanji, aluno do 2º ano de Jornalismo

Livro do jornalista Mauro Beting conta a histórias das melhores seleções estrangeiras em Copas do Mundo

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Reprodução
Capa do livro

Ferenc Puskas e a temida seleção húngara. Johan Cruyff e sua “Laranja Mecânica”. O kaiser Franz Beckenbauer e os campeões de 1974. Nomes imortalizados na história das Copas do Mundo. E já que o evento esportivo mais importante do planeta já começou, nada melhor do que rever a história dessas e de outras brilhantes seleções com o livro As melhores seleções estrangeiras de todos os tempos, de Mauro Beting.

Comentarista da Rádio e TV Bandeirantes, apresentador do Bandsports e colunista do diário Lance, Beting foi o responsável por eleger as sete melhores seleções internacionais que marcaram a história das Copas do Mundo. Suas escolhas foram a Hungria de 1954, a Inglaterra de 66, a Holanda e a Alemanha de 74, a Itália de 82, a Argentina de 86 e a França de 98.

Na obra, o jornalista traça as histórias desses grupos, contando a trajetória dos principais jogadores e a descrição dos jogos disputados por cada equipe durante a Copa do Mundo. Para auxiliar o leitor, Beting expõe os esquemas táticos adotadas pelas seleções, demonstrando o porquê tiveram tanto sucesso dentro de campo.

O jornalista afirmou que, para escrever a obra, contou com três meses de pesquisa, além de utilizar dados que já havia computado ao longo de sua carreira. “Mesmo com alguns meses de madrugadas mal dormidas, foi um baita prazer rever todas essas seleções e colocá-las no papel”, disse.

E rever tais seleções também é um grande prazer para o leitor, independentemente de ser um fã de futebol ou não. De uma maneira muito bem escrita, Beting conta a história das seleções adotando uma linguagem leve e informativa. Para os mais jovens, o livro é uma grande oportunidade de conhecer a trajetória dos gênios da bola.

Como bom apaixonado pelo esporte bretão, o jornalista tem sua opinião na hora de afirmar qual foi a melhor seleção de todas. Para ele, os dois combinados estrangeiros que não ganharam o mundial foram as equipes mais inesquecíveis. “A Hungria de 54 foi a mais genial, a que inovou o futebol. Mas a melhor de todas foi a Holanda de 74. Justamente as duas seleções que perderam, provando que futebol não é só vitória”, finalizou.



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