Como redes sociais podem auxiliar vendedores e compradores

A internet pode ser uma nova proposta para o comércio. Segundo consultoria de comércio eletrônico E-bit, o comércio virtual movimentou, em 2009, cerca de 10.6 bilhões de reais e foi utilizado por 17.6 milhões de pessoas, apenas no Brasil. Além de impressionante, o número revela uma mudança no padrão de consumidor, que não só compra em sites tradicionais, como o Mercado Livre, mas também em redes sociais.
Embora não tenha sido criado para tal, o Orkut é muito utilizado tanto na divulgação de marcas quanto na efetuação de transações. A revendedora de cosméticos Mary Kay, Júlia Rufini, criou um perfil para comercializar seus produtos. “Minha irmã e eu somos ‘sócias’. Sempre mandamos e-mails para nossos contatos e, no Orkut, nós duas mantemos álbuns e fazemos divulgação. Os pedidos são feitos pela internet e chegam super rápido”, comenta.
Os criadores desses perfis podem ser donos de comércio que estenderam as vendas para a rede, vendedores de produtos importados ou artesanais. Para a estudante de comércio exterior, Lilian Moraes, o Orkut foi a solução de seus problemas. “Não sou revendedora, apenas fui para os Estados Unidos e trouxe alguns produtos da Victoria’s Secret para mim. Como o dinheiro está ‘apertado’, resolvi vender alguns produtos”, explica.
Já o Flickr exerce a função de uma grande vitrine virtual, por ser mais um banco de imagens do que uma rede de relacionamentos. “O diferencial do Flickr é que conseguimos ver quantas visualizações tiveram cada imagem. Assim, temos um retorno quantitativo de público”, afirmam Luana Cavalcanti e Tina Perrone, responsáveis pela loja virtual Amora.
Por outro lado, o Flickr não permite que sua utilização possua fins comerciais. O regulamento do site deixa claro: “O Flickr é somente para uso pessoal. Se você vender produtos, serviços ou você mesmo por meio da galeria, nós encerraremos sua conta”. Não faltam, porém, formas de driblar essa regra. “Assim que lançamos a Amora, criamos um e-mail no qual o cliente escreve diretamente informando qual produto e a quantidade que gostaria de obter”, afirmam as donas do Amora.
Por conta do Flickr não permitir comercialização, as lojas virtuais
não podem divulgar o preço dos produtos divulgados
No entanto, a grande surpresa no marketing eletrônico surgiu no Twitter. No ano passado, a construtora Tecnisa vendeu um apartamento no valor de 500 mil reais e a rede BestShopTV, com a promoção Caçadores da oferta perdida, aumentou em 1.300% o acesso ao seu site. “Pagar um banner em um site conhecido sairia muito mais caro, enquanto o Twitter oferece publicidade gratuita”, declara Fábio da Costa Mello, assistente de fidelização de Marketing da BestShopTV. Luana e Tina, da loja Amora, comentam que utilizam o Twitter principalmente para fazer sorteios e que, com isso, obtêm maior divulgação através do retweet.
A internet não está isenta de riscos. Pelo fato de não ocorrer contato físico com o produto, é importante ter uma referência na hora da compra. “Eu faço a divulgação nas redes sociais, mas sempre considerei o boca-a-boca muito importante, pois com indicação a pessoa adquire confiança na marca”, conta Fernanda Franco, dona da loja virtual Violet Shop.
Para a maior tranqüilidade dos compradores, em 2007, a UOL criou o PagSeguro. A ferramenta oferece garantias tanto para o vendedor quanto para o consumidor, tendo em vista a devolução do dinheiro caso o produto não chegue ao seu destino e a proteção contra fraudes.
Comentários Postados
Envie o seu comentário
Caro leitor, esse espaço foi criado para que você opine e discuta a matéria que acabou de ler
Cada comentário comporta no máximo 600 caracteres.
Os comentários devem se ater ao texto publicado.
Mensagens ofensivas, provocativas ou que contenham palavras de baixo calão serã excluídas.