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05/05/2010 - 15h33 - Atualizado em 23/05/2013 - 03h24

Dissertações de 2010 podem ser acessadas on-line

por Renato Groger, aluno do Programa de Mestrado


 

Sete das dissertações de mestrado defendidas este ano por alunos do Programa de Mestrado em Comunicação na Contemporaneidade da Cásper já estão disponíveis para leitura na íntegra, em formato PDF, no link dissertações do site. A maior parte das defesas concentrou-se no mês de março (10), contra uma em janeiro e quatro em abril.
    

Dentre as dissertações apresentadas, 5 estão ligados à linha de pesquisa A, “Processos Midiáticos: Tecnologia e Mercado”, e 10 à linha B, “Produtos Midiáticos: Jornalismo e Entretenimento”.

O programa de pós-graduação stricto sensu da faculdade se estrutura em torno de disciplinas, seminários e uma pesquisa que resulta em dissertação. Os trabalhos são desenvolvidos dentro das linhas de pesquisa, considerando seus respectivos eixos temáticos. As dissertações ainda não incluídas aguardam as correções e incorporações sugeridas pelos professores que compuseram as bancas.

Processos Midiáticos

Dentro da linha A, o aluno Vagner Tranche é autor da única dissertação defendida em janeiro. Trata-se de um estudo de caso em escolas da zona leste de São Paulo, a partir do qual o autor analisou a influência da televisão no comportamento de estudantes do ensino fundamental. O aluno preocupou-se em fornecer subsídios para educadores e comunicólogos no sentido da formação de telespectadores capazes de analisar criticamente os programas televisivos.

No mês de março, Fabrício Ofugi sustentou que a internet apresenta perspectivas positivas para a promoção e consolidação das carreiras artísticas de músicos independentes. Já a pesquisa apresentada pela aluna Paula Barros apontou os acertos e falhas na comunicação efetuada por organizações não governamentais em tempos de crise institucional.

Em abril, a aluna Elaine Lavezzo apresentou à banca seu estudo de caso do projeto social “Janelas para o Futuro”, no qual verificou o modo como o voluntariado educativo pode construir relacionalmente a cidadania, a solidariedade e o capital social entre os jovens.

Também nesse mês, a dissertação defendida por Daniela Bezerra ocupou-se do conceito de transparência aplicado ao campo da política, analisando as influências exercidas pelas possibilidades de comunicação inauguradas pelas tecnologias em rede.
Produtos Midiáticos

Das dez bancas relacionadas com a linha de pesquisa B, oito ocorreram no mês de março.

Debruçando-se sobre a revista Veja e o jornal Folha de S. Paulo, o aluno Emerson Coan propôs em seu trabalho uma reflexão sobre a relação entre os discursos publicitário e jornalístico no âmbito da comunicação na contemporaneidade, constatando a ocorrência de uma estetização na notícia. Eric de Carvalho, por sua vez, estudou a forma como a prática da tatuagem se apropria do discurso midiático, a partir da experiência estética do receptor em relação aos produtos ligados ao jornalismo e ao entretenimento.

O aluno Dávius Sampaio tratou da forma como a mídia impressa brasileira aborda as informações sobre mortalidade infantil contidas em relatórios do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância). A pesquisa apontou aparentes distorções na utilização dos números fornecidos por esses documentos.

Fernando Saker expôs à banca uma análise do tratamento dado pelo jornalismo brasileiro às pessoas com deficiência, tendo como objeto de estudo os jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo. O aluno observa certa estigmatização dessas pessoas na abordagem jornalística e propõe uma comunicação social inclusiva.

Tomando os cadernos culturais de ambos os jornais acima, juntamente com as revistas Cult e Bravo!, Fabíola Tarapanoff investigou como se pensa e se produz jornalismo cultural na mídia impressa brasileira contemporânea. A aluna mostrou que, paralelamente às superficialidades, há espaço para o jornalismo marcado pelo signo da compreensão, em que o autor mergulha no tema ou na vida do personagem estudado para melhor compreendê-lo em sua totalidade.

Com base em uma abordagem durkheimiana, a dissertação de Mara Rovida ocupou-se do jornalismo segmentado, entendendo-o como um fenômeno social cujas causas explicativas estão relacionadas com a intensificação do processo macro-social da divisão do trabalho.

Explorando a área de radio-web, o aluno Rodrigo Fernandes introduziu a expressão “jogos orquestrais” como uma nova forma de abordar fenômenos comunicativos, levantando elementos de vinculação sonora dos torcedores/ouvintes, seja na experiência direta em estádios de futebol, seja na comunicação mediatizada. Seu objeto de análise foram as jornadas esportivas da Rádio Eldorado/ESPN.

Luis Paulo Rodrigues apresentou um estudo do chamado jornalismo vespertino, gênero de telejornalismo ligado especialmente à temática da violência. O aluno selecionou como objeto de estudo o programa Brasil Urgente.

 As duas últimas defesas na linha B ocorreram no mês de abril.

Focando sua pesquisa na manifestação da dança contemporânea, Maria Carolina Goos buscou compreender a realidade do jornalismo cultural tomando como objeto os jornais Folha de S. Paulo, Diário de Pernambuco e Zero Hora. A proposta é a de uma narrativa pluralista que corrija o problema da narrativa reducionista atrelada à incompreensão.

Giselle Ianson, finalmente, apresentou uma comparação entre o Jornal Nacional e a Folha de S. Paulo, analisando os critérios usados nesses veículos para a seleção de notícias.

Confira aqui a data das próximas defesas.