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16/04/2010 - 10h56 - Atualizado em 20/05/2012 - 09h07

Revisitando o País das Maravilhas

Por Gabriela Sá Pessoa, aluna do 1º ano de Jornalismo

Dirigido por Tim Burton, Alice no País das Maravilhas estreia em 23 de abril

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Reprodução
Algumas versões de Alice

“Por fim, a Lagarta tirou o narguilé da boca e dirigiu-se a Alice com uma voz lânguida e sonolenta. ‘Quem é você? ’, disse a Lagarta”. Se a pergunta tivesse sido feita ao filme Alice no País das Maravilhas, adaptação dirigida por Tim Burton da obra homônima de Lewis Carroll, a resposta possivelmente seria a seguinte: um filme que, além de contar com a mais moderna tecnologia em 3D, arrecadou mais de 300 milhões de dólares durante os primeiros 28 dias em cartaz nos EUA.

Alice é a mais recente produção da Disney, que também já havia lançado, em 1951, uma versão em desenho animado do livro. Na mesma década, diversas adaptações da obra começaram a ser feitas para o cinema. “Todas as versões são iguais, já que têm a mesma história da menina que cai na toca do coelho e vai parar no País das Maravilhas”, disse Burton em uma entrevista ao programa Fantástico da TV Globo. Para o diretor, seu longa se diferencia dos demais por mostrar a protagonista mais velha, com 19 anos.

Quando começou a estudar no California Institute of Arts, Tim Burton não gostava de trabalhar com animações e é, atualmente, um dos mais aclamados diretores do cinema norte-americano, reconhecido, por filmes, como Edward Mãos de Tesoura, por animações, como O Estranho Mundo de Jack e A Noiva Cadáver e por seus fãs, que são milhares ao redor do mundo, a comunidade brasileira destinada ao diretor no Orkut conta com mais de 41.000 membros.

Tim Burton é uma figura de grande importância e de reconhecida criatividade na sétima arte, assim como o universo fantástico dos livros de Lewis Carroll que, desde a Inglaterra vitoriana, povoa o imaginário de gerações de leitores. Ainda que a protagonista, no livro, tenha sete anos, não se pode classificar a obra do escritor como estritamente infantil. Alice no País das Maravilhas é, desse modo, um labirinto de palavras, onde problemas de lógica se escondem atrás de expressões, personagens e trocadilhos dificilmente perceptíveis a leitores não-anglófonos.

Burton garante que Alice é um filme para todas as idades. O diretor também garante não ter feito nada mais estranho ou monstruoso do que o retratado na história original. Na verdade, poucos diretores poderiam conduzir visualmente os espectadores a uma nova viagem ao maravilhoso mundo de Carroll como Tim Burton.

O ator Johnny Depp, em seu sétimo trabalho com o diretor, é um dos grandes destaques do filme. Por se tratar de uma livre-adaptação, o Chapeleiro ganhou mais evidência na história, aumentando, assim, a responsabilidade de sua interpretação na condução da narrativa. Já a atriz Helena Bonham Carter, esposa de Burton, dá vida à Rainha Vermelha, grande vilã do filme, resultado da fusão entre as rainhas Vermelha e de Copas, também vilãs nos livros de Carroll.

O filme promete, além das grandes interpretações e da magistral direção de Tim Burton, um espetáculo de efeitos visuais, já que será exibido em 3D em algumas salas. De qualquer forma, a expectativa para a estreia de Alice é tamanha que, em alguns cinemas, muitas sessões já estão lotadas, não só para o dia de estreia, mas também pelos dias seguintes.



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