No dia 25 de fevereiro, por volta de 21 horas, John Mayer subiu no palco do Madison Square Garden para um dos shows mais marcantes de sua carreira. A apresentação fez parte da turnê do novo álbum, Battle Studies, que seguirá até o final de junho e deve passar pela América do Norte, Europa e Ásia.
A entrevista que concedeu para a Playboy americana teve péssima repercussão, devido aos comentários feitos. No polêmico bate-papo, falou indecorosamente de sua relação com as ex-namoradas famosas Jennifer Aniston e Jessica Simpsom, além de afirmar não estar aberto para relações com mulheres negras, rendendo-lhe inúmeras críticas e o veto de sua participação no talk show da apresentadora Oprah Winfrey.
Após o show da banda Spearhead, liderada por Michael Franti, Mayer iniciou um espetáculo de solos de guitarra ao lado de grandes nomes da música, como o percussionista Steve Jordan - baterista do projeto paralelo John Mayer Trio - e o guitarrista David Ryan Harris, ambos negros. Agradeceu aos integrantes por continuarem com ele, mesmo depois do que disse na entrevista. “Eles têm feito algo inacreditável estando no palco ao meu lado esta noite”. De forma surpreendente, ele pareceu reconquistar rapidamente as pessoas.
Apesar da forte tempestade de neve, conseguiu lotar o complexo, capaz de abrigar cerca de 20 mil pessoas. O esforço de todos que compareceram não foi em vão, pois o músico, de apenas 32 anos, emocionou os fãs abrindo o show com a música Heartbreak Warfare e tocando a clássica Gravity. Impressionou com os extraordinários solos de guitarra em Vultures e Crossroads, além de arrancar suspiros das mulheres com o cover de Dreams, do grupo britânico Fleetwood Mac. O vasto repertório também contou com os singles Bigger Than My Body e No Such Thing.
Mayer interagiu o tempo todo com a plateia, mostrando que tem forte presença de palco. O som e os efeitos de iluminação impecáveis também colaboraram para a qualidade do show. Se antes alguns fãs ficaram decepcionados com Battle Studies por ser mais voltado para o gênero pop, naquele dia ficou evidente que a música de Mayer jamais vai deixar a influência do blues.
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