Arte do canal

índice geral



Home / Jornalismo / Notícias

23/02/2010 - 16h34 - Atualizado em 01/02/2012 - 16h34

Vídeo filmado por anônimo ganha prêmio de Jornalismo



Reprodução

Enquanto no Brasil ainda se discute sobre a queda do diploma de Jornalismo, o prêmio George Polk de Jornalismo da Universidade de Long Island, nos Estados Unidos, homenageou um vídeo de autoria desconhecida. Hospedado no YouTube, a filmagem mostra a morte de Neda Agha-Soltan, jovem de 26 anos que foi baleada durante um protesto no Irã, em junho de 2009.

Segundo o Observatório da Imprensa, a primeira pessoa a hospedar o vídeo na Internet foi um iraniano de 36 anos que mora na Holanda. Ao saber sobre o prêmio, afirmou ter se orgulhado de as imagens terem despertado a atenção das pessoas quanto ao Irã e aos iranianos, “seus protestos e meios de expressão”. Junto do clipe, filmado com um telefone celular, o autor deixou a mensagem: “Por favor, deixem que o mundo saiba”.

Inaugurando a nova categoria, videografia, o vídeo sobre a morte de Neda foi a primeira filmagem anônima a ser premiada em George Polk. Os juízes acreditam que a homenagem tenha servido como um reconhecimento do mérito de todo cidadão comum que enfrenta situações turbulentas com o intuito de disseminar a informação em forma de imagem e notícia. John Darnton, curador do prêmio, afirma que esta conquista “celebra o fato de que, no mundo de hoje, um espectador corajoso com uma câmera no celular pode usar sites de compartilhamento de vídeo e redes sociais na Internet para divulgar notícias”.

A premiação George Polk, existente desde 1949, é concedida a profissionais de imprensa que enfrentam riscos durante a apuração jornalística. David Rohde, repórter do jornal New York Times, ganhou o prêmio de melhor reportagem internacional pela série “Presos pelo Taliban”, cinco matérias multimídias sobre seu seqüestro de sete meses no Afeganistão.

O anonimato do autor do vídeo sobre a morte de Neda se mantém por vontade do mesmo, que teme a exposição de sua família e amigos no Irã. O clipe começou a ser divulgado por um médico, que o enviou a cinco pessoas de fora do país, na esperança de que ele se dissipasse. Uma britânica, que também não quis se identificar, compartilhou as imagens com seus contatos no Facebook que, por sua vez, repassaram-no. Existe ainda outra versão, um vídeo mais curto postado no YouTube por uma canadense.

Para assistir ao vídeo, clique aqui.

Com informações dos portais Imprensa, Público e Observatório da Imprensa