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09/02/2010 - 17h38 - Atualizado em 19/05/2012 - 10h10

Herzog retorna aos cinemas com Vício Frenético

Por Lívia Hayama, aluna do 4º ano de Jornalismo

Longa com muita ação e cenas de violência

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Reprodução
Os atores Nicolas Cage e Eva
Mendes

Nicolas Cage volta às telas no papel de Terence McDonagh, ao lado de Eva Mendes, em Vício Frenético, longa de ação de Werner Herzog. O filme é uma recriação da história de 1992, com mesmo nome, do diretor Abel Ferrara.. Segundo Cage, a obra de Ferrara está ligada a uma forte concepção judaico-cristã, e poderia ser melhor explorada, de uma forma menos religiosa e moralística e mais abstrata.

Cage faz as vezes de um policial promovido a tenente após resgatar um presidiário que se afogava, em consequência do furacão Katrina. Mas a façanha de Terence acaba lhe rendendo um problema de dores constantes na coluna. Além dos remédios prescritos pelo médico, ele encontra solução no consumo de cocaína, precisando abusar de sua autoridade como policial para consegui-la de usuários.

Terence é escalado para cuidar do caso Ndele, uma família de nigerianos executada por tráfico de entorpecentes. O protagonista, no entanto, complica-se na resolução dos homicídios por causa do vício, que o leva cada vez mais à ruína. Ao lado da namorada, a prostituta Frankie (Mendes), enreda-se entre drogas, jogos de azar, apostas, dívidas, ameaças e corrupção.

Mas como todo bom anti-herói, tem uma figura complexa, que se desvincula do bem e do mal, mesmo possuindo um distintivo símbolo da justiça e uma arma com a qual ameaça qualquer civil. O mesmo Terence que retira o tubo de respiração de uma idosa no asilo para conseguir uma informação necessária, é um adulto frustrado e doentio que lembra da infância com saudosismo, quando procurava tesouros escondidos por piratas, achando uma colher de prata, objeto que no decorrer da trama se torna um símbolo de sua metade ainda não corrompida.

Como um mirabolante e arquitetônico Macbeth, a personagem de Cage faz o telespectador torcer para seu fracasso. Entre cenas de ação e violência, Vício Frenético é bruto, grosso e para na garganta, mal digerido. O efeito ainda é duplicado pelas facetas da personagem e do realismo ao qual se é submetido, pois quem assiste ao filme, sabe que a mesma história fora das telas está longe de um ponto final.



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