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26/01/2010 - 10h36 - Atualizado em 15/05/2012 - 17h24

Saga do diretor George Lucas conquista fãs com Skywalker e Darth Vader

Por Gustavo Nárlir, aluno do 2º ano de Jornalismo

Pela primeira vez, a ficção científica alcançava as grandes bilheterias

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Reprodução
Os carismáticos robôs
C-3PO e R2-D2.

Star Wars é a história de Luke Skywalker (Mark Hamill), um jovem fazendeiro que, após comprar dois robôs, C-3PO (Anthony Daniels) e R2-D2 (Kenny Baker), passa a receber o chamado da Princesa Leia Organa (Carrie Fisher), que havia sido capturada e estava em apuros. Luke pede auxílio ao então velho Ben Kenobi (Alec Guinness) e parte para uma jornada cheia de surpresas em que encontra o aventureiro Han Solo (Harrison Ford) e o companheiro wookie Chewbacca (Peter Mayhew). A bordo da Millenium Falcon, nave de Solo, conseguem se infiltrar na Estrela da Morte e confrontar-se com um dos maiores vilões da história do cinema: Darth Vader (David Prowse).

A partir do lançamento do filme, legiões de fãs começaram a surgir com o objetivo de acreditar na ficção e na possibilidade de que tudo aquilo realmente fizesse sentido. Mal sabiam que era apenas a primeira parte de um universo que hoje é um dos maiores da cultura pop, sendo reproduzido também em animações, livros, histórias em quadrinhos e jogos. Para aqueles que ainda não conferiram o clássico, essa é chance para uma grande experiência audiovisual que até hoje se revela inigualável.

O segundo ato da ópera espacial

Star Wars – Episódio V: O Império Contra Ataca (1983) veio diante de um público sedento por mais ação, aventura e, é claro, ficção científica. Depois de uma experiência desastrosa com um especial de natal feito para a televisão em 1978, Lucas viu uma grande oportunidade para consolidar a imagem da série de filmes. Para isso, investiu no roteiro que traria uma das revelações mais marcantes que o público já teve: o vilão tinha um elo muito próximo como mocinho, maior do que todos imaginavam.

Após um acidente que desfigurou o rosto do ator Mark Hamill, que interpretou Luke Skywalker, Lucas foi obrigado a transformar o roteiro e mudar o início do longa. As cenas do planeta inóspito e gelado Hoth foram incluídas e Luke começava sendo capturado por uma criatura estranha e perigosa que o machucaria. Isso possibilitou incisões cirúrgicas feitas pela base rebelde para justificar as mudanças na face do ator.

Trazendo a perseguição de Darth Vader (David Prowse) aos rebeldes que destruíram a sua Estrela da Morte no episódio anterior, na Batalha de Yavin, deu espaço para um romance entre a princesa Leia Organa (Carrie Fisher) e Han Solo (Harrison Ford) e a aparição de um dos personagens fundamentais da saga: o Mestre Yoda (Frank Oz).
A curiosa criatura verde realiza o treinamento de Luke no planeta Dagobah, com aparência semelhante a um pântano, com espécies no mínimo diferentes. Isso dá base para que o jovem enfrente Vader. O sith, cavaleiro da ordem que adere ao lado negro da força, que acabava de fazer com que os rebeldes caíssem em uma emboscada na Cidade das Nuvens, planeja, por sua vez, conseguir exterminar a força que decidia destruir o seu Império galáctico.

Com a ajuda do caçador de recompensas Boba Fett (Jeremy Bulloch) e de sua tropa de soldados, os chamados “stormtroopers”, leva Solo a ser carbonizado e aparentemente com poucas chances de sobrevivência. Em meio a isso, Luke tem um duelo com Darth Vader, que faz uma revelação bombástica: “Eu sou seu pai”. A frase que, a partir de então, delinearia todos os capítulos de Star Wars se tornou uma das mais marcantes do cinema moderno.

Assim terminava o segundo episódio da hoje chamada “trilogia clássica”, prometendo a volta de Skywalker e da força rebelde e a explicação para muitos fãs que, cada vez mais, sentiam-se unidos àquele mundo mostrado há muito tempo atrás, numa galáxia muito, muito distante.

Um é pouco, dois é bom, três é demais!

Desta vez, diferentemente do projeto para o Episódio 4 – Uma Nova Esperança (1977), George Lucas já tinha o roteiro quase pronto e as ideias na cabeça. Todos queriam saber se Han Solo sobreviveria, se Luke enfrentaria o próprio pai e se o Império realmente seria destruído. Eis que surge então Star Wars – Episódio VI: O Retorno de Jedi (1983).

O terceiro longa-metragem da antiga trilogia agora era dirigido por Richard Marquand. Ele colocou os carismáticos personagens robóticos C-3PO (Anthony Daniels) e R2-D2 (Kenny Baker) se encaminhando ao local em que se encontrava Han Solo em Carbonita. Com cenas antológicas da música no bar, que revela criaturas diferentes, O Retorno de Jedi abre de forma bastante simpática, de modo a agradar o público.

Com um tom mais sério, passa a ser narrada a empreitada do então jedi Luke Skywalker (Mark Hamill), da princesa Leia Organa (Carrie Fisher), Chewbacca (Peter Mayhew) e os robôs para resgatar Han Solo (Harrison Ford). Permeada por lutas de sabre de luz, a fuga de Han Solo acaba culminando na morte do caçador de recompensas Jabba, o Hutt, cujo boneco era manipulado por uma equipe especial.

Depois do sucesso na iniciativa, Luke regressa a Dagobah e recebe as últimas instruções de Yoda (Frank Oz) – lembrando que, a todo o momento, também tem o auxílio de Obi-Wan Kenobi (Alec Guinness), na forma de espectro. Ao mesmo tempo, o restante do grupo parte para a Lua de Endor, onde encontram os ewoks, versão diminuída dos wookies (que tem como seu representante o Chewbacca).

Wicket (Warwick Daves) e seus amigos ewoks acreditam que C-3PO tenha poder devido à luminosidade e brilho da lataria do robô e decidem abrigar os rebeldes. Enquanto isso, o Imperador Palpatine (Ian McDiarmid) aconselha Darth Vader (David Prowse) a tentar fazer de tudo para converter Luke ao lado negro da força.

Quando Luke parte para Endor, ele acaba trazendo à tona a Leia a revelação que Vader havia lhe feito: os dois eram irmãos gêmeos e filhos do vilão sith. Para tentar salvar a galáxia e derrubar o Império, apenas os dois poderiam agir. Esse propósito leva Luke a partir para a nova Estrela da Morte, ainda em fase de construção, para a última batalha com seu pai, Darth Vader.

No final do conflito, o sith acaba salvando o filho das mãos do Imperador e se redimindo em meio a uma declaração antes de morrer. A segunda Estrela da Morte é destruída e o Império deixa de tomar controle sobre a galáxia. O universo festeja e a República volta ao comando.

Porém, a pergunta que fica é: acabou por aí? Não. No início dos anos 90, um escritor de ficção científica chamado Timothy Zahn lançou os livros Herdeiros do Império (1991), O Despertar da Força Negra (1992) e A Última Ordem (1993). Há quem diga que esses correspondem aos episódios 7, 8 e 9 e que poderão ser transformados em filmes daqui a alguns anos. Até lá, só resta esperar e continuar apreciando a maior saga espacial da história do cinema.