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19/01/2010 - 10h52 - Atualizado em 15/05/2012 - 08h03

Como viver em Sete Minutos

Larissa Ghilardi Caiani Lacuna e Natália Corregiari, alunas do 4º ano de Relações Públicas


Reprodução
Antônio Fagundes: protagonista
da produção

Sete Minutos, filme de mostra como as interferências podem atrapalhar o processo de comunicação. A produção apresenta a encenação de uma peça de Macbeth, de Shakespeare interpretada por Antônio Fagundes. No decorrer do filme, o ator é interrompido por tosses, toques de celulares, conversas, etc. Isso o deixa irritado e sem paciência para continuar a atuar.

Em uma das cenas percebe-se o quanto o ruído pode prejudicar o entendimento e a harmonia de uma conversa. Nesta cena, é demonstrado o momento em que o ator Antônio Fagundes pede para sua companheira de palco ler um trecho da peça em voz alta. Enquanto ela lê, o ator fica reproduzindo os barulhos de celular, relógios, papel de bala, abafando a fala da colega, e mostrando o quanto isso é desagradável e desrespeitoso.

O filme mescla diversas “culturas” ao representar personagens com expressões características, como, por exemplo, o policial que utiliza termos como “positivo” e “operante”. Além disso, um senhor se destacou dizendo querer assistir a um “show de teatro”, referindo-se à peça de teatro.

No final do filme, o personagem de Fagundes critica a nossa sociedade que vive de momentos de aproximadamente sete minutos. Em outras palavras, ninguém presta atenção ou se concentra por mais de sete minutos, seja fazendo alguma atividade, ou até mesmo “levando” a própria vida.
 
Grande parte do filme expõe discussões entre o personagem principal e uma moça que não conseguiu entrar no teatro, o policial e a promotora de eventos, dentre outros. Nessas disputas sempre um dos lados eleva a voz e tenta se sobressair de qualquer maneira chegando a inferiorizar o interlocutor. Certamente atitudes como essas atingem a estima de um dos lados, normalmente aquele que não consegue se defender das afrontas.

O ideal  é saber ouvir o outro lado e não apenas querer falar sem deixar  o outro se expressar, apenas por julgar seus motivos superiores. Procurar entender opiniões diferentes é fundamental, afinal, o diferente faz parte do conjunto das ideias individuais.

E já que ninguém se concentra por mais de sete minutos, devemos fazer desse tempo o mais proveitoso possível. Isso inclui olhar ao nosso redor e perceber o outro, entendendo-o e aceitando-o.



Comentários Comentários Postados
savana cardoso[14/10/2010 - 17:49]

legal.mas precisa falar da quarta parede.

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