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19/01/2010 - 11h55 - Atualizado em 16/05/2012 - 14h00

A luta corporal

Por Larissa Lacuna, aluna do 4° ano de Relações Públicas e Natália Corregiari, Monitora de Cultura Geral


Reprodução
Os atores Helena Boham
Carter e Edward Norton

Logo no começo de Clube da Luta (EUA, David Fincher, 1999), o personagem principal, Jack, mobilia seu apartamento com produtos que ele vê em anúncios, demonstrando essa ânsia pelo consumismo.  Jack é um executivo que trabalha como investigador de seguros numa montadora de automóveis. Além de sofrer com a insônia, é extremamente ansioso – para tentar resolver isso, vai a sessões de terapia em grupo, onde ao lado de pessoas com vários problemas semelhantes, sente-se realmente vivo e consegue descansar.

Esse ciclo só é interrompido por dois motivos. O primeiro é quando chega uma moça viciada em drogas que só pensa em suicídio; o segundo é quando entra em sua vida um personagem chamado Tyler, com quem Jack vai morar após seu apartamento explodir  misteriosamente.

Tyler acredita que a autodestruição é o que faz a vida valer a pena. E é por isso que oferece a Jack, uma perigosa alternativa, entrar em combates corporais, deixando aflorar seu instinto. Dessa forma, é criado o Clube da Luta, onde homens entram apenas pelo prazer de lutar e extravasar a raiva. Mas Tyler procura algo mais e cria assim, um plano de destruição do Capitalismo, o Projeto Caos. Esse projeto busca a conscientização e a mudança individual.

No final do filme, Jack dá um tiro em Tyler e revive em sua mente tudo o que passaram juntos. Analisando o filme, percebe-se que Tyler era seu outro “eu”, alguém que fazia o que queria e que odiava a podridão da sociedade. Ao matá-lo, sua fraca personalidade desaparece.

Em Clube da Luta, o que eles queriam era apenas dar um sentido à vida, fazendo com que a luta exteriorizasse seus piores instintos. Quando nos sentimos aprisionados por nossos próprios desejos e instintos, certamente é porque tentamos agir conforme as regras sociais que nos é imposta desde sempre. E no final do filme que percebemos o quanto esses instintos estão constantemente querendo sair, dominar e criar sentidos no mundo.



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