Com cerca de 57.500 funcionários, mais de 26 milhões de consumidores, principalmente das classes C, D e E, as Casas Bahia devem parte de seu sucesso à publicidade. Entretanto, em breve esse quadro deve mudar por conta da popularização da TV digital. A primeira revolução é a qualidade da transmissão: som com qualidade de CD e imagem de cinema. A outra é a interatividade: o telespectador poderá consultar a programação das emissoras em tempo real, assistir a dois programas ao mesmo tempo, realizar compras através do controle remoto e até mesmo realizar operações bancárias.
E, também a possibilidade de não assistir aos comerciais veiculados na TV com um clique do controle remoto. A TV digital demanda uma reinvenção da publicidade de som e imagem, o que influencia diretamente a gestão da comunicação das Casas Bahia. A empresa tem uma gama de consumidores fiéis conquistados através do crediário, aberto sem comprovação de renda.
Mesmo com clientes cativos, é importante buscar meios para a marca não ser esquecida pelas pessoas. Para isso, seria interessante utilizar os novos recursos que a TV digital oferece juntamente com outras mídias, extensivas e tradicionais.
Após uma tentativa fracassada no Twitter, as Casas Bahia criaram um canal no YouTube com vídeos explicativos dos produtos comercializados, seus benefícios e funcionalidades, como se o internauta estivesse sendo atendido por um vendedor online. A idéia é interessante e poderia ser ampliada com as funcionalidades oferecidas pela TV digital, poderíamos realizar um comercial interativo no qual o consumidor pode selecionar a funcionalidade que mais o interessa.
Além das ações sobre os comerciais, uma forma de manter a evidência da marca seria através de merchandising, branding e patrocínios nos programas exibidos pelas emissoras. Estas ações devem ser cuidadosamente pensadas, e inseridas de forma sutil, para evitar a obviedade habitual deste tipo de ação.
A marca estaria exposta apenas o suficiente para ser lembrada pelos consumidores. A exibição dos produtos ou a venda deveria ficar a cargo da TV, das vendas realizadas no site e no face-to-face, nas lojas. A empresa, ainda, faria o uso de outras mídias para complementar a comunicação, utilizando jornais, revistas segmentadas direcionada à classe C, spots de rádio, outdoors, cancelas, banners de internet que levem ao portal ou ao canal do YouTube, mídias out-of-home como cartazes em metros ou anúncios em monitores dentro de elevadores, enviar ofertas através de mailing ou SMS para pessoas interessadas, entre outros.
Para tanto, o consumidor não poderia acreditar somente no slogan da empresa, "dedicação total a você", mas também na sua própria participação em auxiliar as Casas Bahia a se manter na posição de uma das principais lojas de departamentos do Brasil.
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