A poesia breve de Paulo Leminski no Café Filosófico
Com a abertura do tema “Poesia, paixão e Leminski” ao público, o Café Filosófico do mês de junho recebeu o palestrante, poeta e professor de Jornalismo Literário da Cásper Líbero, Heitor Ferraz, no Parque Trianon.
O evento se iniciou com a apresentação em dois violões de Artur Gobbi e Antônio Machado. Foram tocadas três músicas: duas de Augusto Aníbal Sardinha, Jorge do Fusa e Lamentos do Morro, a outra, de Hermeto Pascoal, O Ovo. O som dos violões atraiu o público.
Em seguida, Heitor Ferraz contou como descobriu a obra de Leminski. Quando, em 1983, passando pela Rua Barão de Itapetininga, entrou na loja da Editora Brasiliense, deparou-se com o livro Caprichos e Relaxos, escrito pelo autor. Ao ler um poema dele, quis rapidamente comprá-lo.
Leminski pertencia à chamada “poesia marginal”. Nos anos 70, escreveu poemas como uma forma de protesto ao momento político do Brasil, que vivia o período da ditadura.
Com a influência do movimente hippie, do tropicalismo, e do concretismo, suas principais características estavam no humor ácido, no uso de rimas e nas frases diretas em poemas curtos. O objetivo de sua poesia, definida por ele como “parnasiana chique”, era injetar vitalidade, mesmo que momentânea, num mundo repleto de angústias.
O professor ainda recitou alguns dos poemas de Leminski, do mesmo livro que comprara há 26 anos.
O evento terminou com os mesmos violonistas acompanhados pela surpreendente voz da cantora Nathália Serrano. Com um repertório composto de bossa nova e blues, ela soltou a voz interpretando Canto de Ossanha, Berimbau, Samba Triste, e Black Coffee, de Peggy Lee.
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