O atentado de 11 de setembro de 2001 ao World Trade Center, o mais importante centro comercial norte-americano mundialmente conhecido à época, é um grande marco histórico.
Terroristas sequestraram quatro aviões de grande porte. O primeiro deles, um Boeing 767 que partiu de Boston com destino a Los Angeles e às 08h45 do horário local atingiu a Torre Norte do WTC. À primeira vista, as autoridades americanas consideraram a colisão como um grave acidente aéreo, porém, após quinze minutos da primeira,colisão surgiu outro Boeing 767 de encontro com a Torre Sul, às 09h03.
Às 09h37, um Boeing 767 com destino a Los Angeles colidiu com o Pentágono. A suspeita de que havia ocorrido um atentado terrorista se confirmou com este choque. Suspeita-se que às 10h06, o quarto avião, outro Boeing 757, teria sido abatido e, de acordo com pronunciamentos do governo norte-americano, o voo estaria destinado ao Capitólio – sede do congresso dos Estados Unidos. Estima-se que 3.384 pessoas faleceram nos atentados ao WTC e ao Pentágono.
Além das mortes e dos danos provocados à saúde pela fumaça e fragmentos do prédio jogados para todos os lados, a Bolsa de Nova York fechou por seis dias, até 17 de setembro. Após a reabertura, sofreu uma forte queda de cerca de 7%. No final da semana seguinte o valor do declínio praticamente dobrou. O ataque também impediu moradores de prédios vizinhos de entrarem em casa por cerca de uma semana.
De acordo com o governo norte-americano e o FBI, o responsável pela tragédia foi o grupo terrorista Al-Qaeda liderado por Osama Bin Laden, que inicialmente negou a autoria dos atentados pelo canal de televisão Al Jazeera, do Qatar. Dias depois, as Forças Armadas americanas encontraram uma fita de vídeo no Afeganistão em que Bin Laden reconhece ter planejado o ataque. Segundo as conclusões finais da investigação, houve três motivos para que o ataque: o apoio militar americano a Israel, a ocupação militar da península arábica e a repressão dos EUA sobre os iraquianos.
Até hoje se questiona se haveria alguma forma de envolvimento norte-americana com o atentado. Se teria sido uma desculpa para iniciar uma guerra ou se de fato aconteceu um atentado ao Pentágono. A sociedade americana entrou em pânico pela falha brutal na segurança do país mais rico do mundo. Mesmo tempos depois do ataque, as pessoas ainda tinham medo de sair de casa pela possibilidade de acontecer outro ataque terrorista, por mais que o governo americano confortasse a população.
Ainda mais com a criação pelo presidente George W. Bush, na mesma semana de 11 de setembro, de um gabinete de guerra para combater o terrorismo. Assim, iraquianos, afegãos, árabes e seus descendentes passaram a ser fiscalizados pelo governo dos EUA.
Há inúmeros filmes inspirados no atentado, como o Farenheit 11 de setembro, do diretor Michale Moore, que mostra investigações de como os norte-americanos se tornaram alvo de terroristas. Como o 11 de setembro, apresenta a visão de doze diretores que produzem curtas-metragens sobre os ataques terroristas. E As Torres Gêmeas, de Oliver Stone, que conta a história do atentado nas perspectivas de funcionários, bombeiros, jornalistas, policiais presentes na hora do ocorrido, nos mostram maneiras diferentes de entender como foi recebido este terrível e marcante acontecimento.
O filme de Oliver Stone nos conta a história de um integrante do departamento de polícia portuária (Will Jimeno), de um sargento bombeiro (John McLoughlin), e de suas respectivas mulheres (Donna McLoughlin e Allison Jimeno) logo após os ataques.
Produzido entre 2005 e 2006, teve grande impacto, principalmente nos EUA, por apresentar dados reais como o número de vítimas na queda do WTC, 2.749 pessoas e o número de pessoas retiradas, 20 no total. Podemos atribuir esse impacto do filme à propaganda publicitária que usou frases nos trailers como “Cada geração tem um momento marcante, este foi o nosso”, ou “Uma história verdadeira de sobrevivência e coragem”, ou até mesmo “O mundo viu o mal naquele dia. Dois homens viram algo mais”.
As Torres Gêmeas traz um tom pacificador e reflexivo, sensibilizando a quem assiste ao longa-metragem. Podemos perceber isto nos diálogos entre Will Jimeno e John McLoughlin. Quando se vêem em situações complicadas, um olha para o outro e fornece a mensagem de que tudo acabará bem.
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