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13/01/2010 - 16h13 - Atualizado em 07/02/2012 - 16h07

Jornalista causa polêmica

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Boris Casoy aponta emprego como o “mais baixo da escala de trabalho”

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A última edição do ‘Jornal da Band’, na quinta-feira (31), fechou 2009 com felicitações de ano novo feitas por dois lixeiros e com um microfone vazado. “Que m****...dois lixeiros desejando felicidades...do alto de suas vassouras...dois lixeiros...o mais baixo da escala de trabalho” foram as palavras do apresentador Boris Casoy, durante a vinheta do telejornal.

A atitude do âncora, que é conhecido pela frase “Isto é uma vergonha”, causou impacto tanto no âmbito jornalístico quanto na Internet. Os ataques ao jornalista preencheram comentários em vídeos publicados por usuários do Youtube e em mensagens no Twitter. O assunto também se tornou temas de postagens em blogs, como o do jornalista Ricardo Kotscho, ex-chefe da Secretaria de Imprensa e Divulgação da Presidência do governo Lula. "Nem gostaria de tocar neste assunto porque não sou de ficar tripudiando quando um colega pisa no tomate. Na verdade, o que Boris Casoy fez no ‘Jornal da Band’ na última noite do ano foi pisar no tomateiro inteiro e depois sentar em cima", escreveu.

Na sexta-feira (1), o apresentador pediu desculpas ao vivo: "Ontem (quinta-feira), durante o intervalo do ‘Jornal da Band’, em um vazamento de áudio, eu disse uma frase infeliz, que ofendeu os garis. Por isso, quero pedir profundas desculpas aos garis e aos telespectadores". As opiniões divergem. A deputada federal Manuela D’Ávila (PC do B-RS) não concordou com o pedido. Em seu blog, a política escreveu: "Engraçado ouvir Boris Casoy pedindo desculpas. Nós não aceitamos! Por que preconceito não se desculpa, se combate".

Já a colega de emissora Barbara Gancia, colunista da rádio BandNews FM, defendeu Casoy em uma postagem de seu blog, no dia 5 de janeiro. A âncora concorda quanto à infelicidade do comentário, mas acredita que estas palavras não são suficientes para obscurecer os anos prestados por Casoy ao jornalismo. "Sei bem do seu caráter e da sua retidão. (...) só tenho coisas boas a dizer sobre o seu trabalho e não é uma bobagem sem a menor importância que vai me fazer mudar de ideia”. Em defesa, Barbara elenca uma série de casos para justificar erros de imprensa. Um exemplo foi o “Escândalo da Parabólica”, em que uma conversa entre o jornalista Carlos Monforte, da Rede Globo, e o então ministro da Economia Rubens Ricupero vazou.


O sindicato se pronuncia

Na segunda-feira (4), o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviços e Asseio e Conservação e Limpeza de São Paulo (Siemaco) enviou uma carta de repúdio à emissora de TV Band. "Não aceitamos as desculpas do apresentador, que foram meramente formais ao ser pego ao manifestar o que pensa e que, infelizmente, reforça o preconceito de vários setores da sociedade contra os trabalhadores garis e varredores, responsáveis pela limpeza da nossa capital". A carta foi endereçada ao apresentador do Jornal da Band. Elmo Nicácio, diretor do sindicato, indica que ainda não obteve resposta e que há possibilidade de uma ação contra o âncora.

Com informações do Portal IMPRENSA