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13/01/2010 - 10h13 - Atualizado em 15/05/2012 - 08h03

Dulcília Buitoni relança Mulher de Papel na Livraria Cultura

Por Narlir Galvão, aluno do 1º ano de Jornalismo


Narlir Galvão
Dulcília Buitoni: "As mulheres
de verdade aparecem pouco"

A jornalista e professora do Mestrado da Faculdade Cásper Líbero, Dulcília Buitoni, relançou o livro “Mulher de Papel – A representação da mulher pela imprensa feminina brasileira” na Livraria Cultura na última segunda-feira, dia 31 de agosto.

A obra foi editada pela primeira vez em 1981 e volta em versão revista, atualizada e ampliada com dois capítulos.  O objetivo da autora é traçar um panorama da representação da figura feminina ao longo do século XX na imprensa brasileira, resultado de uma pesquisa minuciosa, feita em 1980 e nos últimos anos para a nova edição.

“Os leitores vão encontrar uma série de receitas do que seria a mulher mais interessante ou o modelo de mulher em cada década do século XX. É possível fazer um percurso histórico de como as mulheres foram se transformando”, convida Dulcília.

Heloiza Matos, também professora do Mestrado, prestigiou o lançamento. “A obra da professora Dulcília não é datada, é importante em qualquer época. Porque falar da mulher e sua colocação na imprensa é de uma importância muito grande”, argumenta.

Regina Azevedo, jornalista e escritora, Mestre em Ciências da Comunicação pela ECA-USP, afirmou que a obra é importante "pois não há muitos livros no gênero”.

Sobre a possibilidade de representar a mulher mais próxima à realidade nas publicações do mercado, Dulcília comenta: “As publicações estão muito envolvidas com a publicidade e o consumo. Elas precisam ser vendidas. As mulheres que eu chamo de mulheres de verdade aparecem bem pouco. A maioria ainda retrata apenas as “mulheres de papel”.



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