Documentário sobre a vida de José Vasconcelos é feito sem custos por apenas duas pessoas
“Cinema não se faz com dinheiro, mas com talento”. Assim que Ricardo José Haynal define seu trabalho em parceria com Jean Carlo Szepilovski. Os dois diretores uniram o grande conhecimento de cinema e televisão adquirido ao longo das carreiras e, juntos, criaram um documentário de 65 minutos sobre a vida e profissão de um dos maiores nomes do humor brasileiro, José Vasconcelos.
Ele é o Espetáculo além de dar voz a vários grandes artistas, tem como principal objetivo provar que é possível com apenas duas pessoas e custo zero, criar um bom filme. “A gente conseguiu fazer uma obra de qualidade, para ser exibida em qualquer cinema e com grandes artistas trabalhando sem gastar”, conta Jean.
Os diretores apontam que para atingir esse resultado, os que planejam fazer parte do universo das produções cinematográficas devem ter conhecimentos multidisciplinares. “Na área da produção não pode só fazer uma coisa. Tem que ser multifacetado, saber fazer o roteiro, conhecer todo caminho de um filme”, explica Jean. Ricardo menciona que o primeiro passo está em ter paciência e saber localizar informações. “Tem que ler muito, achar um link que leve para outro e traga outros conteúdos; a pesquisa é o grande barato dessa história”, ressalta.
A primeira exibição foi feita na Estação de Metrô Santa Cecília, com a presença do protagonista da história, em agosto de 2009. Foi um grande símbolo de democratização e popularidade. Através de patrocínio, os produtores devem mostrar o documentário para o máximo de público possível. Escolas e empresas com programas culturais são os principais alvos.
A vida de José Vasconcelos, como ele mesmo definiu, é um palco aberto em que tudo estará exposto para quem quiser abrir a cortina. É isso que o documentário traz. A vida de alguém coberta por risos. “O bom da vida é ter alegria, porque com ela a gente dá aos outros o encantamento de fazer rir”, resume Vasconcelos.
Para Ricardo, “apesar de ser um documentário, pode ser classificado como um filme de humor, porque é repleto de piadas, é muito engraçado”. Participam da obra não-ficcional o grande amigo do humorista, Chico Anysio, Jô Soares e Sílvio Santos.
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