José Silvério, nascido em Itumirim (MG), trabalhou 25 anos na Rádio Jovem Pan de São Paulo, tornando conhecido seu estilo de narrar jogos de futebol. Hoje, o locutor é assunto do vídeo documentário E que golaço! A cara do pai do gol, que resgata a trajetória profissional e pessoal do mineiro.
Felipe Trautwein Barbosa, Henrique Mafei Guidi, Pedro Ferreira de Belo e Theo Ruprecht, orientados pela professora de Telejornalismo Tatiana Ferraz, defenderam o TCC na manhã de 4 de dezembro.
“Muitos ouvintes conhecem a voz de José Silvério. Mas poucos conhecem o rosto dele e sua vida, que foi muito sofrida. Por esse motivo, resolvemos fazer um documentário de vídeo e não de rádio. Queríamos mostrar a cara do pai do gol”, disse Guidi.
A banca avaliadora foi composta por Paulo Soares, apresentador do programa Sportscenter da ESPN Brasil, e pelos professores da Faculdade Cásper Líbero Pedro Ortiz e Fernando Solano, que lecionam, respectivamente, Telejornalismo e Radiojornalismo.
Paulo Soares elogiou a qualidade do áudio, a edição e as imagens. Para ele, faltou aprofundar o período anterior à Rádio Jovem Pan, quando o locutor atuou em Belo Horizonte, nas rádios Itatiaia e Inconfidência, e depois no Rio de Janeiro, nas emissoras Continental e Tupi.
“Nunca tinha ouvido falar de um trabalho que contasse a história do 'pai do gol'. Quem gosta de esporte, respeita José Silvério. Só isso faria com que alguém parasse para assistir”, disse Fernando Solano, que não compareceu ao evento, mas deixou suas observações gravadas em vídeo. O professor questionou o excesso de importância dado à saída de Silvério na Jovem Pan. “Tinha que falar [da briga de Silvério na Jovem Pan], mas por que tanto tempo?”. O fato também foi observado por Pedro Ortiz: “Mas vocês tiveram a preocupação jornalística de ouvir as várias pessoas envolvidas”, considerou.
Sobre esta observação, Barbosa disse: "Não queríamos deixar essa história mal contada". Guidi completou: "Muitas pessoas que nos deram entrevista não sabiam por que ele tinha saído da Jovem Pan. Silvério não contou para ninguém".
Pedro Ortiz elogiou o "fôlego" do trabalho. "Vocês fizeram com profissionalismo e paixão. A primeira parte das origens [do locutor] foi um esforço de reportagem. Vocês foram até Minas. Lá tem pessoas que são fundamentais para contar a história”, disse.
Após elogios e ressalvas, Ortiz anunciou a nota final: 9,5.