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10/12/2009 - 15h45 - Atualizado em 15/05/2012 - 07h44

Os 13 elementos

Aline Magalhães, aluna do 2º ano de Jornalismo


O que faz com que uma criança fique maravilhada ao assistir televisão? A questão procura ser respondida no documentário Os 13 elementos – o fascínio da TV na infância, projeto experimental defendido em 18 de novembro por Belisa Rotondi, Fernanda Simas, Mariana Agunzi e Patrícia Monteiro, que foram orientadas pela professora Tatiana Ferraz, da disciplina Telejornalismo I.

Em busca de uma resposta para a questão, as alunas entrevistaram crianças e profissionais da televisão. “Deixamos os pais de fora para evitar trazer ideias pré-concebidas”, contam.  A velha questão do objetivo do programa infantil, se é de educar ou divertir, foi explorado sutilmente no trabalho: “Não queríamos entrar a fundo na polêmica”, garantiram. O documentário pecou quando deixou a polêmica de lado, segundo os membros da banca, presidida pelo professor de Telejornalismo I e II, Pedro Ortiz, e composta por Marco Vale, coordenador do curso de Rádio e TV da Faculdade Cásper Líbero, e Âmbar de Barros, jornalista e fundadora da Agência de Notícias dos Direitos da Infância (ANDI).
 
Âmbar enalteceu a qualidade dos entrevistados e o resultado final, mas lamentou que a maioria das entrevistas tenha sido concentrada em profissionais da TV Cultura, contrariando a proposta inicial do projeto, que era fazer um recorte abrangente. As alunas disseram ter procurado outras fontes insistentemente, mas sem sucesso. “O trabalho do jornalista está exatamente aí, em conseguir a fala dessas pessoas”, ele argumentou.

Marco Vale elogiou o memorial entregue pelo grupo: “Os alunos pensam que o memorial não conta muita coisa, mas é importante para acompanharmos e entendermos bem o trabalho”. Na opinião do coordenador, algumas cenas poderiam ser mais bem exploradas, como as imagens das reações das crianças ao assistirem os programas, que seriam mais valiosas que os depoimentos.

“Não usar off era inovador até há um tempo, hoje não é mais. Ele poderia ter ajudado a amarrar melhor as coisas”, defendeu Pedro Ortiz. “Vocês escolheram o audiovisual, que é a linguagem da emoção. Teria sido mais criativo se usassem mais imagens”, pontuou Âmbar. A banca foi unânime em concordar que faltou ousadia ao documentário, mas a qualidade do trabalho era inegável: nota de 8,5, com média final 8 para o quarteto.