Comunicado afirma que interrupção na circulação é “momentânea”
O dono da Gazeta Mercantil, Luiz Fernando Levy, afirma, em nota veiculada nesta terça-feira (2), que a interrupção na circulação do jornal é “momentânea” e que o título volta às bancas “no menor tempo possível”.
Em relação às conversas com Nelson Tanure, dono da Companhia Brasileira de Mídia (CBM), que o publicou até 29 de maio, Levy lamenta o encerramento das negociações para sua volta às bancas.
Para Levy, Tanure estava “apavorado” com a possibilidade de os débitos fiscais da Gazeta serem cobrados de suas empresas, a exemplo do que já ocorreu com as dívidas trabalhistas. O diretor jurídico da CBM, Dajair Rosa, estima que o montante total das dívidas esteja em torno de R$ 1 bilhão.
Férias coletivas
Na última segunda-feira (1), os funcionários da Gazeta iniciaram férias coletivas de 30 dias, que podem ser estendidas por mais 30 dias. Durante o período de folga, a promessa é de que alguns deles sejam transferidos para outras publicações da CBM (como o Jornal do Brasil e as revistas da Editora Peixes).
A tiragem média do jornal, no último levantamento realizado pelo Instituto Verificador de Circulação (IVC), em julho de 2007, era de 70 mil exemplares.
Leia abaixo o comunicado na íntegra:
"A Gazeta Mercantil S/A e a Gazeta Participações S/A, proprietárias da marca Gazeta Mercantil dada em usufruto e licenciada à CBM, lamentam o brusco encerramento das negociações entabuladas com esta, as quais objetivavam a continuidade da publicação do Jornal Gazeta Mercantil, sem a interrupção decidida unilateralmente pela usufrutuária e licenciada.
Entretanto, queremos esclarecer que a mencionada interrupção é momentânea e, no menor tempo possível, a Gazeta Mercantil voltará a circular com os padrões de credibilidade, que constituíram seu paradigma de excelência, até o alijamento de Luiz Fernando Ferreira Levy da direção editorial, em virtude do qual este ficou impedido de exercer as funções e encargos de "guardião da marca", que os contratos com a CBM lhe atribuem.
Esses fatos, contudo, serão discutidos em foro próprio e não se constituem na razão deste comunicado, cuja finalidade é tranqüilizar anunciantes, assinantes, leitores e o público em geral, dando-lhes a certeza de que logo o Jornal voltará a circular com a qualidade que sempre o pautou, quando de nossa gestão, durante quase 90 anos. Assim, sentimo-nos obrigados a informar que a CBM, ao tomar a drástica decisão de denunciar de modo unilateral o contrato, arcará com todos os encargos decorrentes deste ato, que nós repudiamos e enfrentaremos com decisão."
Com informações do Estado de S.Paulo e Portal da Imprensa