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04/06/2008 - 12h54 - Atualizado em 08/09/2010 - 03h55

O tempo da consciência

Por Claudinei Nakasone, professor de Fotografia Publicitária

Campanha Anti-Tabagismo traz reflexão sobre a brevidade do tempo



Fotos expostas no corredor do 6º andar da Faculdade Cásper Líbero

A criação é infinita, mas o tempo não, o tempo da saúde, o tempo do consumo, dos riscos, do perigo ao próximo. 

Jovens são dinâmicos, jovens se divertem, namoram, paqueram, dançam, os mais velhos também fazem tudo isso, mas o tempo dos 18 não é o tempo dos 40, a maturidade diferencia. Todos bebem, todos fumam, não há idade, a discussão é complexa.

O importante nessa exposição é o a, a discussão com a publicidade e o consumo de bebida alcoólica e o cigarro, a agressão ao físico, à mente e ao espírito. 

Um país do culto ao físico, um dos maiores consumidores de cirurgia plástica. 

Pergunto: e o contato com a natureza, o ar puro, a água límpida, os alimentos sem agrotóxicos, de que adianta tanta discussão, sem ação?

As imagens, sobretudo, as campanhas sobre o cigarro são fortes, assim como é forte o abuso do álcool em “raves” associado aos ácidos. 

Diversão, energia e alegria não necessitam de álcool, muito menos de cigarro, necessitam de consciência de um contato maior do homem com ele mesmo. Há aqueles que precisam de livros, de cinema, de teatro, do ócio e de amigos para atingir momentos de felicidade, alegria e satisfação.

*Claudinei Nakasone é professor do curso de Publicidade e Propaganda da Faculdade Cásper Líbero.