O curso de Jornalismo conta com um conjunto de publicações onde os futuros jornalistas podem mostrar seu talento antes de chegar ao mercado
Rádio Universitária
Programas de rádio, especiais de televisão, revista, jornal e núcleos de pesquisa. Nenhuma outra faculdade conta com tantos órgãos laboratoriais de criação para introduzir o aluno na prática profissional.
Na Cásper Líbero, aprende-se fazendo. “Não temos preocupação comercial de concorrer com as grandes emissoras”, explica Pedro Vaz, professor e coordenador da Rádio Universitária, a Rádio Gazeta AM. Por isso, a programação se baseia em assuntos que geralmente não são abordados por rádios comerciais, como cultura, cidadania e saúde. “Não buscamos o ineditismo, mas o diferencial”, afirma Pedro.
A Rádio Universitária tem seu espaço na Rádio Gazeta 890 KHz AM. A Rádio Gazeta foi fundada em 1943, na anteriormente Rádio Educadora Paulista, de 1923, sendo oficialmente a primeira estação radiofônica paulistana, a segunda do país.? ?Desde que foi fundada, a rádio Gazeta passou por vários processos administrativos e artísticos. Atualmente, abriga uma programação musical popular, com programas esportivos e de notícias. A partir de 1996, a Rádio Gazeta abriu espaço para produções de estudantes da faculdade coordenados pelo então professor de Radiojornalismo, Antonio Guerreiro.
A partir de 99, a programação universitária passa a ser coordenada pelo jornalista e professor de Radiojornalismo, Pedro Vaz. Em 2002, em comemoração aos 80 anos da Rádio Gazeta, a Rádio Universitária abriu o Projeto Intercâmbio, abrindo espaço para a participação dos universitários de outras regiões do país. Neste ano, desde o dia 1º de março, todas as manhãs da Rádio Gazeta são ocupadas pela Rádio Universitária. Com a ampliação do horário, a equipe fixa de seis alunos dos cursos de Jornalismo, Rádio e TV e Relações Públicas e os cerca de 45 colaboradores da Rádio se desdobram para preencher a programação.
“Estamos vivendo um momento novo, século 21, com as coisas acontecendo e não queremos viver aquele tempo do rádio antigo. O que ele nos passou vamos aproveitar, mas com uma abordagem nova, atualizada, mantendo algumas tradições”, enfatiza o professor ao falar da reformulação da programação da Rádio. Além dos quadros já conhecidos, como o Economia em Foco, Dandaras e No Vestiário, dentre outros, a programação contará com o retorno de Livre Acesso e Jornal Falado.
A Rádio ainda mantém a tradição de produzir, ao menos, um documentário por ano. Esses trabalhos são inscritos em concursos e alguns já levaram prêmios em anos anteriores. “Para o professor é legal, mas para o aluno que está em início de carreira já receber um prêmio, é importante. Esse é um diferencial e é importante destacar isso”, explica Pedro.
Além dos programas, os alunos realizam diariamente a escuta de rádio e televisão, das quais são selecionadas sonoras de acontecimentos marcantes, além de coletarem material para o enriquecimento do arquivo, que conta com sonoras, entrevistas e programas.
Esquinas
Jornal-laboratório da Faculdade Cásper Líbero, o Esquinas de S.P. foi lançado no 2º semestre de 1996 e, em 2007, passou a ser uma revista e mudou o nome: agora é apenas Esquinas. Nas palavras da professora Rosangela Petta, que editou a revista entre 2006 e 2008, a revista “é um espaço de experimentação para o aluno, em que a reportagem verticalizada, aprofundada, pode ser feita, um espaço em que o aluno tem a chance de enfiar o pé na reportagem e sujar os sapatos”.
Publicada duas vezes ao ano, a Esquinas é referência em publicações laboratoriais, e teve como editores ao longo dos anos alguns dos grandes jornalistas do país. O primeiro foi Marcos Faerman, considerado um dos maiores repórteres do chamado "novo jornalismo" brasileiro. Após a morte de Faerman, em janeiro de 1999, Aloysio Biondi assumiu o cargo, no qual permaneceu até seu falecimento, em junho de 2000.
No ano de 2000, o então Esquinas de S.P. teve apenas uma edição: "Os sete pecados da capital", publicada em agosto, que levou o leitor a conhecer a Paulicéia pela ótica dos sete pecados capitais: ira, cobiça, luxúria, inveja, gula, vaidade e preguiça. A edição não pôde ser concluída por Biondi, e foi assumida por Josemar Gimenez. Gimenez também projetou a primeira edição de 2001, que acabou desdobrando-se em três volumes a serem publicados bimestralmente. O tema desse seriado de três edições é o mesmo: contar a história da cidade através de sua arquitetura. Com a saída do professor Josemar Gimenez, que foi para Belo Horizonte onde dirigiu o jornal Estado de Minas, o órgão passou a ser editado pelo jornalista e professor José Arbex Jr.
Em 2002, o jornalista e professor Carlos Costa assumiu o cargo de editor-chefe, no qual permaneceu até a edição de junho de 2003, que teve como tema “Fomes na cidade”. O próximo editor do órgão foi o também jornalista e professor Mauricio Stycer. Na edição seguinte, de novembro de 2003, que explorou o tema “O medo de cada um”, o jornalista e ex-editor de assuntos internacionais das revistas Veja e Época, Igor Fuser, assumiu a frente do órgão. Durante a gestão de Fuser foram feitas duas edições especiais: "Arte & Ciência", de fevereiro de 2004, com perfis, entrevistas e reportagens com personagens do mundo artístico e científico do Brasil; e "Trajetórias", feito especialmente para o vestibular da Cásper, com o intuito de relatar e narrar as diferentes histórias e trajetórias de estudantes formados pela Faculdade. O atual professor responsável pela revista Esquinas, o jornalista Heitor Ferraz, é mestre em Literatura Brasileira pela USP, autor do livro de poemas Coisas imediatas [1996-2004] (7 Letras) e trabalhou no Jornal da Tarde, revista Cult, Edusp, Editora CosacNaify e Códex. A editoras é a aluna do 3º ano Fernanda Araújo Patrocínio.
A Imprensa
Por pouco o nome não foi O Pioneiro, como proposto por Manuel Nunes Dias, estudante e membro da primeira gestão do Centro Acadêmico Cásper Líbero. Mas logo, no lançamento, em fevereiro de 1949, o título escolhido foi A Imprensa. O mais antigo jornal laboratorial em atividade no país comemorou neste ano a publicação de 600 edições. Desde seu início, A Imprensa é uma publicação acadêmica, produzida por alunos.
Gibson Fonseca, membro da primeira gestão do Centro Acadêmico, foi um dos responsáveis por colocar o número inaugural de A Imprensa na rotativa de A Gazeta, parte integrante da Fundação. Criador, ao lado de Nivaldo Carrazone, e primeiro editor do jornal-laboratório, Fonseca também desenhou o logotipo da faculdade. "Eu tinha liberdade para fazer o que queria e como queria", contou ele a Mirella Russo Domenich e Thatyana Loverri, que o entrevistaram para A Imprensa em novembro de 1997, pouco antes de sua morte. Em suas primeiras edições, o jornal era bimestral e apresentava 12 páginas em uma cor e formato tablóide.
Nas décadas de 1950 e 1960, o veículo abrigou as seguintes seções: “Notas sobre publicidade”, “Impressões do Calouro”, “Bilhete do Veterano”, “Ronda Cultural e Letras”, com notas sobre iniciativas artísticas na cidade, “Página Universitária”, apresentando eventos de centros acadêmicos de outras faculdades, “Nosso Cantinho”, seção feminina sobre o papel da mulher na sociedade, “Esportes”, “Entrevistas” e “Crônicas”. Havia até alguns anúncios. Mesmo com o golpe de Estado de 1964 e a instauração da ditadura, A Imprensa manteve sua circulação regular.
A partir de setembro de 1972, A Imprensa muda bastante, a começar pela diagramação mais limpa em relação aos primeiros tempos. A Cásper já estava na avenida Paulista e os responsáveis eram os professores Clóvis Lema Garcia e José Maria Mayrink. Nessa década, o jornal apresenta periodicidade, número de páginas e até formatos irregulares. A edição de outubro/novembro de 1975 foi impressa em tamanho standard, como o dos diários convencionais.
Em 1996, o curso de Jornalismo passou por mudanças estruturais: Carlos Alberto di Franco deixou de ser o coordenador para que Marco Antonio Araujo ocupasse o cargo. E foi durante os meses de transição que A Imprensa deixou de circular. A volta da publicação aconteceria apenas em outubro de 1996. A partir desta data, a edição contou com o auxílio da assessoria de comunicação da Fundação, que produzia o jornal em conjunto com os estudantes. A Imprensa substituiu também o jornal interno, Paulista 900, que deixou de circular.
Na primeira edição re-paginada, A Imprensa tornou-se uma revista mensal de 12 páginas. As notícias da Fundação ganharam destaque, com matérias sobre inovações tanto nas emissoras de rádio e TV, quanto na Faculdade.
A partir de outubro de 1997, a revista apresentou tons coloridos de azul, variando em algumas edições para amarelo, rosa e roxo. As pautas se diversificaram. O movimento grevista que perturbou as atividades do curso de Jornalismo, em 2003, interrompeu novamente a circulação d’A Imprensa.
Quando retornou em 2004, o veículo apresentou um conselho editorial, com a proposta de integrar todas as áreas da Fundação, atendendo também as demandas dos funcionários. Esta é a fase que continua até hoje, coordenada pelo jornalista, historiador, artista gráfico e professor Gilberto Maringoni.
Edição Extra
Desde dezembro de 1996, a madrugada do primeiro domingo de cada mês da TV Gazeta é ocupada pelo Edição Extra, único programa-laboratório do país produzido totalmente por estudantes e veiculado em TV aberta. O programa é exibido às 00h30, logo depois do “Em Questão”, programa que sucede o “Mesa Redonda” e pode ser visto também pela internet, desde 2005.
"O Edição Extra já está pós-graduado", disse o professor de Telejornalismo Ismael Pfeifer ao aluno Gustavo Jreige em reportagem publicada na revista A Imprensa de dezembro de 2006. Responsável pela criação do laboratório televisivo, Ismael afirma que o propósito é que os alunos participem de todo o processo de produção de um programa.
Na primeira edição, o jornalista Boris Casoy foi entrevistado pelos estudantes em estúdio. Na segunda, Marcos Faerman foi o convidado. O professor José Américo Dias, logo na terceira edição, tornou-se o coordenador do programa. Em 1998, o então professor de Telejornalistmo Everton Constant assume como coordenador até 2003, quando Ismael retorna.
Desde agosto de 2007, a professora Regina Soler é a jornalista responsável pelo programa. A editoria fica a cargo dos estudantes do 4º ano de Jornalismo Caroline Arice e Antônio Costa Júnior. Atualmente, o Edição Extra tem duração de meia hora, dividido em dois blocos e veicula seis reportagens. Todo programa é exibido um perfil de algum profissional da comunicação. Desde 2004, os alunos do Núcleo de Rádio e TV contribuem com uma reportagem.
Ao longo de sua existência, foram produzidos mais de 140 programas, tendo envolvido mais de 25 monitores, 1 mil alunos e 300 apresentadores. Em média, o programa atinge cerca de 50 mil domicílios no estado e o site é acessado 1,9 mil vezes ao mês.
São os alunos que produzem, realizam, editam e apresentam as próprias matérias sob o acompanhamento da professora responsável, Regina Soler, e dos monitores.
Os interessados em participar devem comparecer às reuniões que discutem a pauta do Edição Extra trazendo suas idéias para as reportagens e entrevistas. A reunião acontece sempre na primeira semana de cada mês.
Site de Jornalismo
O Site é totalmente produzido por alunos. O público-alvo da página do curso de jornalismo são estudantes de comunicação, profissionais da área e interessados em discussões sobre o papel da imprensa.
O conteúdo do Site está sempre relacionado à profissão e à imprensa em geral, e pretende estabelecer um espaço de discussão da mídia e do uso da informação, além de informar aos leitores sobre o jornalismo atual. Atualizado semanalmente, a página traz reportagens, entrevistas, notícias, artigos e resenhas sobre a imprensa, livros, filmes e palestras, além de dicas de cursos e eventos, sempre com um olhar voltado para a discussão da mídia e do Jornalismo. Atualmente, o editor do Site de Jornalismo é o aluno Hugo Passarelli.